Como esta a situação do seu time? Veja o nosso Raio-X das 32 equipes da NFL após o período de Free Agency

AFC NORTH


BALTIMORE RAVENS (10-6)

Além da troca de Joe Flacco, que já era mais do que esperada, o que chamou a atenção na intertemporada foi como o time perdeu talento na defesa: viu seu líder em tackles (CJ Mosley), sacks (Za’Darius Smith), snaps (Eric Weddle) e jogos na história da franquia (Terrell Suggs) irem embora. Mesmo com a chegada de Earl Thomas, o time precisa buscar linebackers e pass-rushers no Draft. Baltimore teve a defesa no top 10 em quatro dos últimos cinco anos.


CINCINNATI BENGALS (6-10)

A comissão técnica pode ter mudado, mas a abordagem no free agency foi a mesma: poucas contratações e renovações com jogadores que já estavam lá – incluindo o criticado Bobby Hart. Ao que parece, o novo regime vai dar uma nova chance a Andy Dalton antes de ir atrás de um substituto – para tristeza da torcida.


CLEVELAND BROWNS (7-8-1)

Desde o retorno de LeBron James aos Cavaliers não se via tanta animação pelos lados de Cleveland! Com o crescimento de Baker Mayfield, a base do ano passado mantida e a chegada de bons talentos, principalmente Odell Beckham Jr, a promessa é de que o time que terminou 0-16 há dois anos brigue firme por playoffs.


PITTSBURGH STEELERS (9-6-1)

Em Pittsburgh a ideia é virar a página após o desmanche de um trio que, embora tenha sido um dos maiores da atualidade, nunca levou os Steelers ao Super Bowl. Com Antonio Brown nos Raiders, Le’Veon Bell nos Jets e Big Ben em fim de carreira, o foco agora está no futuro da franquia. Apesar do talento que se foi, a promessa é de um 2019 tranquilo e sem polêmicas no vestiário.


AFC SOUTH

HOUSTON TEXANS (11-5)

Ao contrário de outros times, os Texans resolveram dar contratos de apenas um ano a quase todos os seus reforços – com exceção ao safety Tashaun Gipson. Sem grandes contatações, o time vai tentar tapar os buracos do elenco, principalmente na linha ofensiva, no Draft: são três escolhas nas duas primeiras rodadas.


INDIANAPOLIS COLTS (10-6)

O trabalho que Chris Ballard fez no último Draft foi espetacular: os Colts renasceram defensivamente e montaram uma base que deve dar ainda mais frutos em 2019. Mesmo com boas contratações, a melhor delas Justin Houston, a expectativa é de que o time continue crescendo com talentos do Draft – são nove escolhas em 2019.


JACKSONVILLE JAGUARS (5-11)

Nick Foles é o nome da vez na Flórida! Será que o MVP do Super Bowl 52 consegue repetir o bom desempenho dos tempos de Eagles e comandar esse ataque? Com uma defesa top 10 da NFL nos dóis últimos anos, os Jaguars podem chegar longe se a linha ofensiva permanecer saudável e Foles conseguir controlar mais a posse de bola e dar descanso aos defensores.


TENNESSEE TITANS (9-7)

O time trouxe vários reforços interessantes que devem ser titulares ao longo do ano: Kenny Vaccaro, Adam Humphries, Rodger Saffold e Cameron Wake. Entretanto, o que mais deu o que falar foi o de Ryan Tannehill – que chega para pressionar ainda mais um Marcus Mariota que ainda não mostrou todo aquele potencial que se esperava. Será que ele pode perder a posição para o ex-Dolphins ao longo do ano?


AFC EAST

BUFFALO BILLS (6-10)

Ao contrário de outros QBs calouros, Josh Allen teve momentos extremamente promissores e parece ser o futuro da franquia nos próximos anos. Pensando nisso, os Bills trataram de trazer peças para ajudar o garoto reforçando a linha ofensiva, os WRs John Brown e Cole Beasley e o TE Tyler Kroft. O preço foi meio salgado, mas os jogadores devem contribuir bastante.


MIAMI DOLPHINS (7-9)

Apertaram o botão ‘reset’ em Miami! Com muitos veteranos caros dispensados, entre eles o QB Ryan Tannehill, e outros que deixaram o elenco no Free Agency, está claro que a franquia está com o olho lá na frente e construindo uma base para os próximos anos. Como a classe de QBs de 2019 não é tão promissora, pode ser que o time leve o ano com Ryan Fitzpatrick e busque o ‘franchise QB’ em 2020 – quando deve ter 100 milhões no cap para gastar.


NEW ENGLAND PATRIOTS (11-5)

Em matéria de compra e venda de jogadores, a offseason de New England foi bem parecida com a do ano passado: perdendo jogadores importantes para outras equipes com contratos astronômicos. Muito se falava que o New England Patriots de 2018 era o time mais fraco da franquia nos últimos anos em matéria de talento – e o resultado disso foi mais um Vince Lombardi na prateleira. O time sempre é franco favorito ao título enquanto Bill Belichick e Tom Brady estiverem por lá – independente de quem esteja no elenco.


NEW YORK JETS (4-12)

Desde que o novo acordo de trabalho entrou em vigor em 2011, ninguém gastou tanto dinheiro em apenas uma intertemporada como o New York Jets: foram 120 milhões apenas em dinheiro garantido aos jogadores! Apesar de ter trazido bons nomes, o time não voltará aos playoffs se Sam Darnold não der um bom salto de qualidade em seu segundo ano na liga.


AFC WEST

DENVER BRONCOS (6-10)

John Elway já deixou sua estratégia clara: preencher as principais lacunas da equipe no free agency e aproveitar o Draft para buscar os jogadores mais talentosos disponíveis – independente da posição. Kareem Jackson e Bryce Callahan chegaram na secundária, a posição de right tackle foi preenchida por Ja’Wuan James, até aí sem problemas. Agora, será que ele imagina que Joe Flacco pode levá-lo a um Super Bowl? Realmente espero que ele seja apenas um tampão até um garoto assumir a bronca.


KANSAS CITY CHIEFS (12-4)

Apesar de contar com o atual MVP no elenco, o setor mais falado na intertemporada foi a defesa – muito pelo desempenho desastroso no ano passado. Steve Spagnuolo chegou e promoveu uma revolução no setor: o time se livrou de jogadores importantes como Justin Houston, Dee Ford e Eric Berry. Alguns jogadores mais acostumados com o 4-3 chegaram, mas é preciso ver como será o encaixe na prática.


LOS ANGELES CHARGERS (12-4)

Após uma temporada regular excelente, com 12 vitórias em 16 jogos, o time foi totalmente dominado pelos Patriots em sua casa. O que mais chamou atenção foi o domínio total e absoluto dos Pats nas trincheiras! Como poucos reforços chegaram nas linhas, a expectativa é que essa seja a principal prioridade da equipe no próximo Draft.


OAKLAND RAIDERS (4-12)

Após um 4-12 extremamente decepcionante, Jon Gruden sabe que precisa mostrar serviço o mais rápido possível, afinal, são 100 milhões de dólares em dez anos de contrato. Junto com o agora general manager Mike Mayock, ex-NFL.com, o técnico foi às compras e trouxe ao todo 15 jogadores – a maioria deles com chance de ser titular. Será muito interessante ver o que eles vão fazer com três escolhas de primeira rodada do próximo Draft.


NFC NORTH

DETROIT LIONS (6-10)

Embora o pessoal de Detroit não goste das comparações com o estilo administrativo dos Patriots, a presença de Bob Quinn e Matt Patricia faz disso algo quase que inevitável. Não que seja algo ruim copiar a maior dinastia da história da NFL – muito pelo contrário. Dois atletas ex-New England desembarcaram por lá: Trey Flowers e Justin Coleman. A tendência é de que mais jogadores familiarizados com a filosofia de Patricia cheguem do Draft.


CHICAGO BEARS (12-4)

Depois de montar a melhor defesa da NFL cedendo pontos, Vic Fangio deixou o cargo de coordenador para ser técnico do Denver Broncos. Será que Chuck Pagano conseguirá manter o alto nível? Essa é a maior questão envolvendo os Bears nesta intertemporada. Pelo menos o time conseguiu manter a maioria da base de jogadores de defesa e trouxe reposição para os que saíram em Ha Ha Clinton-Dix e Buster Skrine. No ataque, poucos entenderam a troca maluca de Jordan Howard para os Eagles – rival direto na NFC.


GREEN BAY PACKERS (6-9-1)

Quando os Packers deixam um pouco de lado a ideia de ‘construir pelo Draft’ e gastam uma boa grana com jogadores no mercado, é sinal que as coisas realmente estão mudando em Wisconsin. Após anos de Mike McCarthy no comando, Matt LaFleur assume com uma missão bem específica: fazer Aaron Rodgers voltar a ser Aaron Rodgers. Veremos se o treinador da árvore de Sean McVay e Kyle Shanahan consegue colocar suas ideias em prática.


MINNESOTA VIKINGS (11-5)

Já se sabia que a parte financeira da equipe estaria bem comprometida em 2019, portanto, não é surpresa para ninguém que Minnesota não tenha feito muitas contratações. Como a franquia gastou boa parte do seu capital para segurar peças da defesa,como Anthony Barr e Everson Griffen, as peças para ajudar Kirk Cousins devem vir no Draft.


NFC SOUTH

ATLANTA FALCONS (7-9)

Se não fossem as inúmeras lesões, principalmente no começo da temporada, certamente os Falcons teriam brigado com mais força por playoffs. Independente dos nomes que ficaram de fora em boa parte do ano passado, ficou claro que o time precisa de muita ajuda nas trincheiras – dos dois lados da bola oval. Mesmo com alguns nomes chegando do mercado, essa deve ser a prioridade no Draft.


CAROLINA PANTHERS (7-9)

Talvez a questão em Charlotte esteja relacionada a quem chegou, mas sim quem saiu do elenco: Thomas Davis. Claro que esse momento estava próximo, afinal, ele está com 37 anos. A questão é que Davis era muito mais do que um ótimo linebacker: é uma referência e o principal líder do elenco. É preciso ficar esperto com o desempenho defensivo dos Panthers no ano que vem.


NEW ORLEANS SAINTS (13-3)

Difícil achar um ponto a ser melhorado nos Saints, afinal, eles possivelmente estariam no Super Bowl se não fosse uma marcação errada da arbitragem. O único ponto negativo foi a saída de Mark Ingram e a chegada de um jogador de nível menor, Latavius Murray, por valores parecidos. Com Drew Brees chegando aos 40 anos, o time sabe que a hora de ir para o tudo ou nada é agora.


TAMPA BAY BUCCANEERS (5-11)

Muito se especulou no ano passado se os dias de Jameis Winston nos Bucs estavam contados – especialmente após ter perdido a posição de titular para o inconstante Ryan Fitzpatrick. Tudo isso acabou depois da chegada do técnico Bruce Arians – que logo baixou a lei: “Winston é o meu quarterback, agora vamos ajudá-lo”. Mesmo com uma offseason discreta até o momento, a ideia é dar todas as ferramentas para o QB atingir o seu potencial.


NFC EAST

DALLAS COWBOYS (10-6)

Este ano Jerry Jones não fez nenhuma grande loucura financeiramente e, ainda sim, trouxe jogadores que podem contribuir bem em 2019: Randall Cobb, Robert Quinn, George Iloka e o retorno de Jason Witten. A grande questão continua por conta da extensão contratual de DeMarcus Lawrence: as negociações não estão caminhando e dificilmente o jogador vai assinar o contrato de franchise tag. Pode ser que venha um holdout por aí.


NEW YORK GIANTS (3-13)

Embora New York não queira utilizar o termo reformulação, é exatamente o que estão fazendo: trocaram Odell Beckham Jr, possivelmente o melhor jogador do time, e Olivier Vernon e perderam Landon Collins – o melhor playmaker da defesa. Com 12 escolhas no Draft, a expectativa é de que a equipe consiga se manter competitiva. Será que o QB Dwayne Haskins será a primeira escolha? Vale ficar de olho bem aberto.


PHILADELPHIA EAGLES (9-7)

Pelo segundo ano consecutivo os Eagles ‘fazem milagre’ no mercado com pouco espaço no cap. A aposta foi em jogadores bons e mais experientes: os retornos de DeSean Jackson e Vinny Curry, as contratações do safey Andrew Sendejo e o DT Malik Jackson e as renovações de Brandon Graham e Jason Peters. Outra grande jogada foi resolver o problema da posição de running back trazendo Jordan Howard dos Bears por um valor irrisório. É um dos fortes candidatos dentro da NFC mais uma vez.


WASHINGTON REDSKINS (7-9)

A situação não anda nada boa nos Redskins. Com o futuro de Alex Smith ainda em aberto, pode ser que Case Keenum e Colt McCoy sejam as duas opções de quarterback. Ouch. O time perdeu vários bons jogadores na intertemporada e possui várias lacunas a serem preenchidas – mesmo com a chegada de Landon Collins na secundária. Faltam playmakers no ataque e Jay Gruden já começa a sentir a pressão de mais uma temporada sem playoffs.


NFC WEST

ARIZONA CARDINALS (3-13)

Os Cardinals deveriam ser estudados pela NASA – não faz muito sentido o que o time vem fazendo até o momento. Muito do 3-13 do ano passado deve ser colocado na conta de um ataque horroroso e mal treinado. O time contrata um treinador com a mentalidade ofensiva, Kliff Kingsbury, e faz as suas principais contratações… na defesa? Vai entender. Mesmo se Kyler Murray chegar com a 1ª escolha geral, Arizona ainda vai precisar de MUITA ajuda no setor.


LOS ANGELES RAMS (13-3)

Com a base que chegou ao Super Bowl mantida, certamente os Rams devem fazer outra boa temporada em 2019. Agora, é preciso estudar muito o que aconteceu em Atlanta para que a franquia não cometa os mesmos erros – um dos piores times da história na grande final. O time reforçou uma defesa, que já era boa, com dois playmakers: Eric Weddle e Clay Matthews.


SAN FRANCISCO 49ERS (4-12)

Depois de perder vários atletas por lesão no ano passado, principalmente Jimmy Garoppolo e Jerick McKinnon, os Niners promoveram uma revolução completa no departamento médico e de desenvolvimento físico. No geral, San Francisco fez um bom trabalho no mercado trazendo Kwon Alexander, Jason Verrett e principalmente Tevin Coleman – para reviver a parceria dos tempos de Falcons com o técnico Kyle Shanahan. Agora é deixar todo mundo saudável e pronto para mais uma temporada.


SEATTLE SEAHAWKS (10-6)

Após uma ampla reformulação em 2018, poucos imaginavam que os Seahawks seriam competitivos logo de cara. Mesmo com uma defesa bem mais jovem e promissora, o time conseguiu ir aos playoffs e agora possui um bom ponto de partida para estruturar ainda mais o elenco para as próximas temporadas. A partida de Earl Thomas foi sentida, mas certamente o time deve compensar trazendo um bom safety com as primeiras escolhas do próximo Draft.

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