Qual será o plano do New York Giants? Talvez nem o pessoal da Big Apple saiba

O New York Giants vem sendo um dos times mais falados no mundo da NFL nesta intertemporada. Infelizmente para os torcedores da franquia, os Blues estão nos holofotes pelo trabalho, digamos, altamente questionável, nos últimos meses.

Em entrevista recente, o dono da equipe, Steve Tisch, afirmou categoricamente que há um plano em curso para recontruir a franquia – algo muito discutido com o general manager Dave Gettleman e o técnico Pat Shurmur. Será mesmo?

De duas uma: ou é algo extemamente complexo, maquiavélico e de difícil compreensão, ou é um plano simplesmente horrível, pois nada do que a equipe vem fazendo ao longo dos últimos meses faz o menor sentido.

A troca de Odell Beckham Jr

Depois que o Draft 2019 acabou, é possível colocar na balança o que os Giants ganharam com a troca de Odell Beckham Jr para os Browns. Eis exatamente o que a franquia recebeu: o safety Jabrill Peppers e os calouros DT Dexter Lawrence e o DE Shane Ximenes.

Claro que ainda é preciso ver como esses futuros talentos vão render na liga, mas, por enquanto, isso é ‘dinheiro de pinga’ por um WR que está entre os cinco melhores da NFL. Se levar em conta que o time substituiu Odell pagando 37 milhões para Golden Tate, um WR mais velho e menos capaz, fica impossível achar que esse foi um bom negócio – mesmo com os problemas do wide receiver fora de campo.

A escolha de Daniel Jones no Draft

Há anos falamos por aqui da queda gradual de Eli Manning e da necessidade dos Giants trazerem um jovem substituto no Draft – o que a equipe ignorou de forma categórica. Somente para dar um exemplo, New York tinha nomes como Sam Darnold, Josh Allen e Josh Rosen à disposição no ano passado, mas resolveu apostar no RB Saquon Barkey.

Exatamente um ano depois, a franquia choca o mundo e gasta a 6ª escolha geral do evento com um quarterback que, para a maioria dos analistas, não era sequer material de primeira rodada! Se a ideia era mesmo ir atrás de Daniel Jones, o GM poderia ter feito uma troca, descido na ordem e garimpado escolhas valiosas no processo.

Nada contra Jones, que até é um atleta decente, mas é inimaginável pensar que um quarterback, no máximo, mediano pode ser o substituto de Eli em uma das franquias mais tradicionais da liga.

E não para por aí…

Claro que esses foram os erros mais latentes, mas várias outras decisões também chamaram atenção. Depois de trocar Olivier Vernon, principal pass-rusher do time, os Giants tiveram a chance de buscar um excelente substituto em Josh Allen com a 6ª escolha geral, mas não o fizeram.

Para fechar, New York perdeu o melhor jogador da secundária, no auge da forma, para o rival Washington Redskins! Se a ideia era não dar a Landon Collins um vínculo longo, a franquia devia, pelo menos, ter colocado a franchise tag no atleta por um preço acessível de 11 milhões.

Talvez o plano seja ficar ainda pior para depois melhorar. Essa, até o momento, é a melhor explicação.

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