No Super Bowl 54, Kyle Shanahan terá a chance de se redimir após três anos do ’28-3’

Quando entrar no gramado do Hard Rock Stadium para a disputa do Super Bowl 54, no próximo domingo (02), certamente um filme se passará na cabeça de Kyle Shanahan. Agora no comando do San Francisco 49ers, ele terá de superar o Kansas City Chiefs para enterrar de vez um fantasma que segue assombrando o treinador: há três anos, Shanahan era o coordenador ofensivo do Atlanta Falcons no fatídico “28-3” e foi um dos responsáveis pelo seu time levar uma das viradas mais dolorosas da história da NFL no Super Bowl 51.

Mesmo com o revés naquela ocasião, o ótimo trabalho do jovem treinador ao longo da temporada foi recompensado e ele se tornou o escolhido para comandar um projeto promissor em San Francisco. É verdade que o forte elenco construído para o trabalho de Shanahan será o protagonista desta final, mas o amadurecimento do head coach dos Niners será colocado a prova neste domingo. Veja como uma versão mais experiente do treinador pode ajudar a dar o Vince Lombardi ao torcedor dos Niners.

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Shanahan foi criticado por não saber controlar o relógio

Durante a campanha de 2016 dos Falcons, que terminou com a disputado Super Bowl, Shanahan se destacou por liderar de forma brilhante o explosivo ataque da equipe. O coordenador ofensivo foi o grande responsável pela larga vantagem construída por Atlanta naquela decisão. Contudo, algumas decisões erradas do treinador também foram desastrosas e culminaram para o fracasso de seu time no NRG Stadium.

Uma das criticas mais apontadas ao trabalho do ataque de Atlanta foi a ineficiência em controlar o relógio. Mesmo tirando o fato da única posse da prorrogação ter sido de New England, o tempo ficou a serviço da equipe de Bill Belichick. Dos 60 minutos regulamentares disputados, o ataque dos Pats ficou 36m33s em campo, contra 23m27s dos Falcons.

Este ano, os 49ers de Shanahan se destacaram por ter um ataque igualmente potente, aliado a uma defesa feroz. O setor ofensivo, especialidade do técnico, se mostrou mais equilibrado e sólido. Fruto, talvez, dos aprendizados obtidos por ele desde 2016.

Os 49ers dominam a posse de bola

Em 2019, a unidade ofensiva de San Francisco foi mais efetiva neste quesito. Com um tempo médio de posse de 31m37s, os 49ers “venceram o relógio” em nove dos 16 jogos da temporada regular, sendo que uma das “derrotas” veio na prorrogação contra os Seahawks, na semana 10.

Nos playoffs, a história se repetiu frente aos Vikings, porém não diante dos Packers. O detalhe é que na final da NFC, os Niners resolveram o jogo tão rapidamente que a reta final se tornou um completo garbage time.

Run, Shanahan, run!

O instrumento para essa eficiência conquistada por Kyle Shanahan está em utilizar melhor o jogo terrestre. Durante a temporada, os 49ers se aproveitaram de seu grupo talentoso, formado por Tevin Coleman, Raheem Mostert e Matt Breida, para controlarem seus adversários.

Quando esteve em vantagem no placar, San Francisco correu 286 vezes e passou a bola em 213 ocasiões. Essa disparidade aumenta quando os Niners estiveram à frente nos instantes finais do jogos. Com 4 minutos restantes no relógio, foram 50 corridas e apenas 10 passes. A diferença permanece assim ainda após o two minute warning (20 x 3), porém vale lembrar que aqui são contabilizadas as vezes que SF já tinha o jogo ganho e somente ajoelhou para gastar tempo.

Contra os Chiefs, no próximo domingo, os Niners precisarão demonstrar novamente a força de seu jogo terrestre, para controlar o relógio e manter Patrick Mahomes por mais tempo fora de campo. Contudo, Kyle Shanahan terá pela frente um grande desafio, já que a defesa de Kansas City evoluiu nos playoffs, limitando, por exemplo, o poderoso Derrick Henry a somente 69 jardas na final da AFC.

Será que o brilhante treinador terá sua redenção três anos depois e vai levantar o Vince Lombardi em Miami? Pelo brilhantismo que ele vem mostrando ao longo da carreira, um título parece ser, apenas, uma questão de tempo.

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