O caminho do San Francisco 49ers até o Super Bowl 54

Com a melhor campanha da NFC (13-3) o San Francisco 49ers está finalmente de volta ao jogo mais importante da temporada. O caminho para o Super Bowl 54 deste domingo (02) realizado no Hard Rock Stadium, em Miami, foi árduo, complicado, mas mostrou acima de tudo, uma enorme evolução do time da Califórnia. Uma temporada consistente, dominante e com vitórias sobre seus principais rivais diretos.

Um corpo rotacional de running backs, uma das melhores defesas da liga e um quarterback eficiente e preciso nas horas mais cruciais foram algumas das chaves desta temporada mágica dos Niners. A primeira completa de Kyle Shanahan com seu franchise quarterback foi impactante e mostrou os níveis que o 49ers podem atingir. Acompanhe aqui os principais pontos da bela campanha de San Francisco até o Super Bowl 54!

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Início de temporada avassalador

Oito vitórias nos oito primeiros jogos. De fato, os adversários de SF na primeira parte da temporada não eram dos mais complicados. Três vitórias contra os times mais fracos da AFC North (Bengals, Steelers e Browns), uma vitória por apenas 9×0 contra o fraco Washington Redskins em condições de jogo absolutamente horríveis – um lamaçal total debaixo de chuva (o Fedex Field parecia mais um mangue do um campo de futebol americano).

Porém, os Niners tiveram lá seus adversários complicados também. Em um duelo direto de divisão, bateu o Los Angeles Rams na 6ª rodada por 20×7, com grande atuação da defesa fora de casa. Massacrou o Carolina Panthers por 51×13, desta vez em casa, com ótimas partidas de Jimmy Garoppolo e Tevin Coleman (3 TDs terrestres). Também bateu mais um rival de divisão, o Arizona Cardinals, em um apertadíssimo 28×25.

Derrota para os Seahawks e algumas dúvidas

Se a primeira metade de temporada inspirava confiança em toda a equipe, logo na semana 10 as dúvidas começaram. Contra o rival Seattle Seahawks, os Niners caíram na prorrogação e perderam a invencibilidade na temporada 2019.

Após liderarem por 10×0, os Niners viram uma avalanche de Russell Wilson e companhia virarem o placar com três touchdowns seguidos. Os 49ers empataram, ficaram atrás novamente e conseguiram empatar em 24×24 logo a seguir. San Francisco ainda teve chance de vencer na prorrogação, mas o kicker substituto Shane McLaughlin perdeu um chute de 47 jardas. Quem riu por último foi Seattle, que venceu com chute de Jason Myers, 27×24.

Na semana seguinte, contra os Cardinals, começaram o jogo perdendo por 16×0. Mas boas campanhas e um domínio completo na segunda etapa resultaram na vitória de SF por 36×26. Agora, será que os Niners tinham problemas com seu special teams? E sua defesa, mostrando fraquezas? Será que Garoppolo pode mesmo guiar a equipe ao Super Bowl? Algumas das questões que ficaram no ar após esses jogos.

A sequência mais difícil na história da “era Super Bowl”

Pela frente agora, os Packers, fora de casa, em duelo com implicações de playoffs. Completo domínio, show de Jimmy Garoppolo e George Kittle, 37×8 e San Francisco era temido novamente.

Em um dos jogos mais antecipados da temporada, o time de Kyle Shanahan foi visitar Lamar Jackson e os Ravens. Uma partida acirrada do começo ao fim, vitória de Baltimore por 20×17. Com grandes performances de ambas as defesas e um foco no jogo terrestre. Como de costume, Lamar liderou os Ravens por terra. Raheem Mostert carregou o piano pelos Niners, e mesmo na derrota, começou a mostrar para o mundo suas habilidades. Até então, Mostert era apenas “mais uma peça” no backfield de San Francisco. Deste momento final de temporada em diante, ele foi tomando mais e mais o protagonismo.

San Francisco parecia ceder aos seus maiores adversários. Jimmy Garoppolo era questionado. Tudo isso veio por terra logo na semana seguinte a derrota para Baltimore. Um show de ataque contra os Saints, em New Orleans. Num jogo “lá e cá”, nenhum dos dois times pareciam parar de marcar pontos. Nos momentos finais, uma jogada espetacular de George Kittle, quebrando tackles e sofrendo um facemask, colocaram os Niners a um field goal de 30 jardas da vitória. Robbie Gould converteu ao expirar do relógio, 48×46 para San Francisco.

Foi a primeira vez na historia que uma equipe enfrentou 3 adversários seguidos com uma porcentagem de mais de 80% de vitorias nesta parte final de temporada. E os Niners venceram 2 desses 3 jogos.

Para finalizar, uma vitoria, a vingança sobre Seattle, na última rodada, fora de casa por 26×21. Mando de campo garantido e de quebra, mandou seu rival direto para a rodada de Wild Card.

Melhor campanha e domínio nos playoffs

As vitorias sobre Packers e Saints foram importantíssimas, pois deram a vantagem de desempate para os 49ers na hora de decidir o mando de campo para a pós-temporada – ambos Green Bay e New Orleans, também tiveram campanha de 13-3.

No round divisional, vitoria por 27×10 sobre o Minnesota Vikings. Apesar de alguns sustos no início da partida, a defesa fez sua parte e segurou o bom ataque dos Vikes. Garoppolo e companhia apenas administraram tranquilamente a vantagem.

Final de conferência contra os Packers e mais uma surra, dessa vez em casa. 37×20, no grande jogo da carreira de Raheem Mostert. A linha ofensiva criou avenidas e mais avenidas para Mostert fazer muito bem o seu trabalho, correndo para 220 jardas e 4 touchdowns. Jimmy Garoppolo teve uma semana de “descanso”, passando a bola apenas 8 vezes.

Agora, os Niners tem pela frente o Kansas City Chiefs. Hora de colocar o segundo melhor ataque da NFL em questão de pontos pra cima da questionável defesa de Kansas City e esperar que z segunda melhor defesa da liga consiga conter a explosão do ataque liderado por Patrick Mahomes!

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