Final da AFC 2020: Prévia de Tennessee Titans x Kansas City Chiefs

A final da AFC está chegando com o encontro de duas equipes que já deram o que falar ao longo da atual pós-temporada. De um lado, um Tennessee Titans que segue derrubando gigantes em janeiro; do outro, um Kansas City Chiefs que arquitetou uma das maiores viradas da história dos playoffs no Divisional na semana passada. A promessa é de um JOGAÇO no Missouri! Quem vai representar a Conferência Americana no Super Bowl 54? A bola vai voar às 17h deste domingo (19) no Arrowhead Stadium.

O embate traz duas equipes que, embora tenham se classificado com muitos méritos, não possuem muita tradição em Super Bowls. Após bater na trave no ano anterior, caindo na prorrogação para os Patriots, os Chiefs chegam à segunda final de conferência consecutiva e lutam para chegar ao Super Bowl pela primeira vez após a fusão de AFL e NFL em 1970. As duas aparições na finalíssima vieram antes da união das ligas: os Chiefs perceram o Super Bowl 1 para os Packers em 1966 e venceram os Vikings no Super Bowl 4 em 1969.

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Do outro lado, a franquia jamais esteve presente na grande final nos 30 anos que disputou uma vaga no SB como Houston Oilers: de 1966 a 1996. A única aparição veio no terceiro ano já em Tennessee, em 1999, mas o time de Steve McNair não foi páreo para aquela máquina de pontos do St Louis Rams de Kurt Warner e companhia limitada. Esta é a primeira vez em 17 anos que a equipe chega à decisão da AFC.

Agora, o jeito como ambas se classificaram foi incontestável. Tido como ‘virtual eliminado’ antes dos playoffs começarem, os Titans venceram os Patriots (melhor defesa) e o bicho-papão Baltimore Ravens (melhor ataque) em semanas consecutivas e em duelos fora de casa. Do outro lado, o que os Chiefs fizeram contra os Texans foi histórico: a primeira vez nos playoffs que um time sai perdendo por 24 pontos e consegue a virada ainda na primeira etapa e a única vez que um time anota sete touchdowns consecutivos na pós-temporada. Portanto, essa Final da AFC promete DEMAIS!

Somando todo o retrospecto das franquias, contando os tempos de Houston Oilers, os Titans levam uma ligeira vantagem: 17 vitórias contra 15 de Kansas City. Se levar em conta apenas duelos já em Tennessee, são seis triunfos dos Titans e três dos Chiefs. O último embate aconteceu na semana 10 deste ano e deu Titans: 35 a 32 – com Ryan Tannehill lançando o TD da vitória no finalzinho.

Falando de pós-temporada, foram dois confrontos e uma vitória para cada lado: vitória dos Chiefs sobre o então Oilers por 28 a 20 na temporada 1993 e, mais recentemente, um triunfo dos Titans por 22 a 21 em 2017 – com Marcus Mariota arquitetando uma vitória incrível após estar perdendo por 18 pontos no terceiro período.

Não precisa ser um gênio do esporte para saber que a chave da vitória dos Titans passa, necessariamente, pela fase iluminada de Derrick Henry. Primeiro, porque trata-se do líder em jardas totais na temporada regular e de um cara que vem de performances espetaculares nas últimas rodadas: o primeiro da história da liga a correr para, pelo menos, 180 jardas em três semanas consecutivas. Depois, vale sempre lembrar que, embora venha demonstrando uma ligeira melhora, a defesa de Kansas City Chiefs é 26ª pior contra o jogo terrestre.

Assim como foi nos dois triunfos contra Patriots e Ravens, o bom desempenho do ataque terrestre também ajuda demais na parte defensiva – mantendo o grupo bem descansado e bastante intenso quando entra em campo. Tennessee foi brilhante nas duas semanas trazendo esquemas defensivos quase que completamente distintos para brecar Tom Brady e Lamar Jackson – em ambos teve sucesso. Os Titans produziram quatro sacks e três turnovers forçados em Jackson, portanto, o time fica muito mais próximo da vitória se conseguir algo similar contra Mahomes.

Se o sucesso de Tennesse está diretamente ligado a Derrick Henry, nos Chiefs a chave da vitória está no braço direito de Patrick Mahomes. Ao contrário do que fez diante dos Texans, será vital que o quarterback comece o jogo a mil por hora e abra uma boa vantagem no placar logo de cara – o que Pats e Ravens não conseguiram fazer. Jogando atrás do placar, os Titans terão que abdicar do jogo terrestre e forçar Ryan Tannehill a ganhar o jogo com o braço.

Caso Kansas City não consiga abrir uma boa vantagem logo de cara, a defesa terá a ingrata missão de parar o melhor jogador da pós-temporada até então. A boa notícia é que, após um começo desastroso, o grupo jogou bem após o bye na semana 12 e limitou os últimos cinco adversários da temporada regular a uma média de 10,4 pontos. Embora seja quase impossível parar Henry neste momento, a chave deve ser forçar avanços curtos e brecar as big plays.

Muito por jogar em casa, os Chiefs aparecem com um bom favoritismo nas casas de aposta. Segundo os odds do Oddsshark.com/br, a vitória de Tennessee paga R$3,70 para cada real apostado; já o triunfo dos Chiefs em casa rende R$1,30 para 1.

Embora o ‘conto da Cinderela’ dos Titans esteja chamando atenção, o time não terá perna e psicológico para arquitetar outra vitória maiúscula longe de casa pela terceira semana seguida. Se Mahomes conseguir abrir vantagem logo de cara, Tennessee terá que abdicar do jogo terrestre e não conseguirá superar o rival apenas em passes de Tannehill e sem play-action. Agora, não será o atropelamento que alguns estão esperando. Portanto, o mais recomendado é apostar no spread Titans +7.

Palpite do Endzone Brasil: Tennessee Titans 26 x 31 Kansas City Chiefs

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