Andy Reid caminha para o Hall da Fama da NFL após título do Super Bowl 54

Andy Reid sempre foi sinônimo de sucesso no mundo da NFL: uma das mentes ofensivas mais brilhantes da história e que levou seus times aos playoffs em 15 dos 21 anos como técnico principal na liga. Isso, é claro, sem contar simplicidade e o carisma que o transformaram em uma figura bastante amada no mundo da bola oval. Reid tinha tudo, menos algo fundamental para o sucesso na sua profissão: um título de Super Bowl. Isso até o apito final da grande decisão no último domingo (02). Agora, a passagem para o Hall da Fama é apenas uma questão de tempo.

Depois de bater na trave há 15 anos, quando era técnico do Philadelphia Eagles, o nosso querido Big Red finalmente atingiu a glória máxima – na 222ª vitória como treinador da liga. Chega daquele papo chato de que Andy toma as decisões erradas nas horas erradas, ou que não sabe administrar o relógio nos momentos decisivos… Após uma longa espera, Reid e o troféu Vince Lombardi finalmente se encontraram – e o laço entre eles vai durar para toda a eternidade.

A redenção de Reid no último quarto do Super Bowl

Há 15 anos, quando ainda era técnico do Philadelphia Eagles, Andy Reid se viu em uma situação bem complicada: seu time perdia por 10 pontos para o New England Patriots – com 5:40 restando no último quarto de partida. Philly até conseguiu um touchdown, mas demorou demais para pontuar. Donovan McNabb recebeu a bola de volta com 46 segundos, mas não conseguiu arquitetar, pelo menos, o empate.

Depois de 15 edições, Big Red volta à grande final e se vê em situação bem similar: perdendo por 10 pontos e com 8:53 restando para o fim do jogo. Embora o roteiro fosse bem parecido, o final foi diferente. Ao contrário de seu adversário, Kyle Shanahan, Reid arriscou tudo nas mãos de seu genial quarterback e colheu uma das viradas mais emblemáticas da história da grande final – anotando três touchdowns consecutivos. No fim, os deuses do esporte premiaram um dos maiores técnicos de todos os tempos com a glória máxima.

Apoio incondicional dos torcedores dos Eagles

Embora Andy Reid tenha sido mandado embora dos Eagles em 2012, a organização e a torcida jamais deixaram de amar o treinador e apoiá-lo em sua trajetória nos Chiefs. A Cidade do Amor Fraternal abraçou o treinador e certamente torceu muito para o título de Kansas City no Super Bowl 54. Nas palavras do dono da franquia, Jeffrey Lurie, ele nunca torceu tanto por uma vitória de um time que não fosse os Eagles na vida inteira – inclusive estava presente no Hard Rock Stadium, em Miami.

A relação do técnico com os torcedores da Filadélfia é algo fantástico e que vai muito além dos resultados dentro de campo. Com seu carisma gigantesco, Andy transformou a franquia e levou a quatro finais consecutivas de conferência, de 2001 a 2004, e ao segundo Super Bowl da história dos Eagles. Mesmo sem levantar nenhum título por lá, certamente é um dos técnicos mais importantes da história das Águias.

Simplicidade e liderança de um campeão

Enquanto a chuva de papel vermelho e amarelo invadia o gramado do Hard Rock Stadium, Reid segurava as mãos de sua esposa e pensava não em mandar uma mensagem a seus críticos por muito anos, mas sim em comemorar o maior feito da carreira com um imenso cheeseburger com queijo extra. Esse é Andy Reid.

Os jogadores dos Chiefs disseram ao longo das duas semanas que iriam dar algo a mais para premiar o nosso querido Leôncio com o seu primeiro título – e não foi algo apenas da boca para fora. Era visível em cada passe, em cada bloqueio, uma motivação especial dos atletas – especialmente Patrick Mahomes.

“Deixe a sua personalidade aflorar” – é o que Reid sempre dizia ao seu time nas reuniões da equipe. O fato dele dar voz aos atletas e colocar o interesse de todos antes do dele faz com que ele seja extremamente respeitado pelo grupo: a liderança de assumir os erros na derrota e dar o crédito aos seus comandados na vitória.

Independente do que acontecer nas próximas temporadas, certamente o Hall da Fama da NFL já está esperando Andy Reid de braços abertos – e com um grande cheeseburger sobre a mesa.

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