Análise de todas as 32 escolhas da primeira rodada do Draft 2020

A primeira rodada do Draft 2020 foi eletrizante: várias boas escolhas, algumas decisões questionáveis e decisões surpreendentes que podem impactar no futuro de grandes franquias pelos próximos anos. Perdeu algum momento do evento na última quinta-feira (24)? Veja a nossa análise de todos os 32 jogadores escolhidos:

1ª escolha: Cincinnati Bengals seleciona Joe Burrow, QB, de LSU

A primeira escolha esperada por todos. Burrow quebrou recordes na universidade e encerrou seu ciclo em LSU conquistando o título nacional. Melhor QB do draft, completo, tem todas as ferramentas físicas e mentais para ter sucesso na NFL, além de um potencial absurdo. Vem para reerguer a franquia de Cincinnati e âncorar uma nova era nos Bengals.


2ª escolha: Washington Redskins seleciona Chase Young, EDGE, de Ohio State

Atlético, alto, forte, o melhor pass-rusher do draft e possivelmente, o melhor atleta deste Draft. Um sackador de QBs nato, um pesadelo para os bloqueadores. Até marcações duplas sofrem para segurar Young. Teve 16,5 sacks em sua última temporada, números absurdos para o college (são 12 jogos por temporada). Washington até poderia trocar sua seleção para adquirir mais picks, mas um talento natural e pronto para a NFL como Chase Young não se deixa passar.


3ª escolha: Detroit Lions seleciona Jeff Okudah, CB de Ohio State

O substituto de Darius Slay Jr chegou! Okudah é o cornerback perfeito, ótimo tanto na cobertura em zona como no homem a homem. Pode marcar os melhores recebedores da liga, pode marcar no slot, tanto faz. Usa bem seu físico, seu atleticismo e seu senso elevado de jogo. Um talento generacional, é de longe o melhor de sua posição neste Draft. Tem potencial para ser um dos melhores CBs da liga desde seu primeiro ano. Uma escolha importante na reconstrução de Detroit.

4ª escolha: NY Giants seleciona Andrew Thomas, OT, de Georgia

Uma pick de certa forma surpreendente, Thomas não era o o offensive lineman mais bem cotado do Draft. Sem problemas para os Giants, Thomas provavelmente é o mais pronto para atuar agora em sua posição. Muito bem polido, ótimo bloqueador para proteger o lado cego de Daniel Jones. Porém seu potencial não é dos mais altos, ele tem falhas no bloqueio para o jogo corrido e não se desloca bem para bloquear em zona. Analisando de forma geral, New York preferiu não correr riscos com algum ‘projeto’ e selecionou o jogador mais pronto para ajudar agora.


5ª escolha: Miami Dolphins seleciona Tua Tagovailoa, QB, de Alabama

Anteriormente cotado para ser a primeira escolha deste Draft, Tua sofreu com contusões, dúvidas sobre seu futuro e sobre sua durabilidade. Mas vamos deixar isso de lado no momento. Miami escolheu o QB do seu futuro. Móvel, com ótima visão e um braço “dos sonhos”. O canhoto precisa aprender a soltar a bola mais rápido, mas isso ele pode aprender com o tempo. Tem potencial extraordinário e pode ser o cara que vai carregar Miami de volta as glórias. Resta saber se seu corpo vai aguentar a dureza da NFL. Talento, ele tem.


6ª escolha: LA Chargers seleciona Justin Herbert, QB, de Oregon

Os Chargers ficam com Justin Herbert, o terceiro melhor QB do Draft. Uma escolha fácil para uma equipe que precisa de um quarterback para o futuro. Ele pode aprender com Tyrod Taylor e ir entrando aos poucos na equipe. Impressionou muito nos processos pré-Draft e no Senior Bowl, demonstrando maturidade e frieza. Tem todos os atributos físicos necessários para o sucesso na NFL, além de ótima durabilidade e experiência, sendo titular por 3 anos no Oregon. Tem um braço fortíssimo, mas precisa trabalhar em suas leituras de jogo e precisão. Embora pareça “durão”, consegue se deslocar muito bem no pocket.


7ª escolha: Carolina Panthers seleciona Derrick Brown, DT, de Auburn

Derrick Brown, uma benção para os Panthers. Em talento puro, é um dos três melhores jogadores deste Draft. Um líder dentro e fora de campo, reforça imediatamente a fraca linha defensiva de Carolina. Completo, ocupa os bloqueadores com sua força e movimentos ágeis. Bruto quando necessário, porém refinado também. Técnico, faz ótimo uso de suas mãos, tackleador de elite, não há running back que se crie correndo pelo meio da linha pra cima de Brown. Também é capaz de ser o terror dos quarterbacks e destruir qualquer conforto no pocket. Ótima escolha!


8ª escolha: Arizona Cardinals seleciona Isaiah Simmons, LB, de Clemson

Um dos atletas mais espetaculares deste Draft. É difícil definir uma posição para Simmons, ele pode jogar no campo todo. Tem habilidade de contribuir no pass-rush, de cobrir tight ends e wide receivers, ou de recuar em zona e atuar até como safety. Aonde for necessário, ele estará presente. Absurdamente rápido e atlético, parece um WR correndo em linha rápido. É o ápice do “defensor moderno” da atual NFL. Não tem um tamanho intimidador, mas sua técnica e versatilidade lhe tornam um verdadeiro canivete suíço. Eleva imediatamente o nível da defesa de Arizona.


9ª escolha: Jacksonville Jaguars seleciona C.J Henderson, CB, de Florida

Explosivo, atlético, dedicado, de fato o segundo melhor cornerback deste Draft. Resolve um problema na secundária dos Jaguars. Reconhece muito bem as rotas dos seus adversários, tem mobilidade para cobrir seus oponentes de todas as formas possíveis. Muito atento, é capaz de anular qualquer WR da liga em seu melhor dia. Porém, tem problemas em ser físico demais e as vezes sofre com faltas bobas de interferência. Precisa trabalhar em seu jogo mental e ser bem treinado pelo staff de Jacksonville.


10ª escolha: Cleveland Browns seleciona Jedrick Wills, OT, de Alabama

Em uma classe de alto nível entre offensive linemans, Jedrick Wills é o segundo selecionado no grupo. Right tackle de natureza, precisará aprender a jogar do lado oposto. Se adaptando a nova posição, o que não deve ser difícil pelos seus talentos, protegerá o lado cego de Baker Mayfield. Muito técnico e agressivo, parece não cansar nunca e sempre dá trabalho para os defensores. Na última temporada do college, cedeu apenas um sack e três pressões. Oposto ao recém contratado Jack Conklin, deve elevar a OL de Cleveland a outro nível. Excelente seleção dos Browns, que parecem destinados a finalmente competirem por coisas maiores em 2020.


11ª escolha: NY Jets seleciona Mekhi Becton, OT, de Louisville

De longe o maior potencial de linha ofensiva nesse draft. Um “freak”, Mekhi Becton tem 2,05m de altura e correu para 5,01s no 40-yard dash. Ok, velocidade não é importante para um OL, mas seu atleticismo não se resumo a isso. Força absurda, agilidade, um físico absurdo, completamente fora do comum. Precisa ter sua técnica melhor polida, mas só com sua brutalidade e naturalidade na posição, já se impõem como um left tackle de respeito. Sam Darnold precisava de proteção, e agora ele a tem. Becton pode vir a ser o melhor lineman desta classe, e os Jets apostam nele mesmo após seu exame antidoping positivo. Uma chance de ouro para o jovem “monstro”.


12ª escolha: Las Vegas Raiders seleciona Henry Ruggs, WR, de Alabama

O primeiro WR a sair do board no Draft, surpreendente de certa forma. Extremamente habilidoso, foi o atleta mais rápido no scouting combine (4.27s no 40-yard dash), é capaz de passar como se não fosse nada por seus marcadores. Tem potencial para ser uma versão 2.0 de Tyreek Hill. Abusa de sua velocidade e agilidade para compensar seus problemas com o jogo mais físico. Pode ter problemas com cornerbacks experientes da NFL que abusam do contato, algo que incomoda demais Ruggs III e o tira de sua zona de conforto. Precisa de espaço para trabalhar e sofre com recepções contestadas. Precisa ser um pouco mais polido, mas tem potencial para chocar a NFL com suas habilidades atléticas.


13ª escolha: Tampa Bay Buccaneers sobe uma posição (San Francisco 49ers) e seleciona Tristan Wirfs, OL, de Iowa

Tampa Bay subiu uma posição no draft para ter certeza de que teria o reforço desejado. Tristan Wirfs parece ser a peça que falta no ataque absurdo que Bruce Arians vem montando em Tampa. Um offensive tackle bem polido, habilidoso e técnico, que impressionou o mundo da NFL com um dos melhores scouting combines da historia. Titular do lado direito durante toda sua carreira no college, pode ser que seja colocado no lado esquerdo da linha, tendo de se adaptar a um posicionamento novo. Porém ele tem todas as habilidades e ferramentas para ir bem na proteção do blindside. Uma escolha que foca em dar proteção e conforto para Tom Brady espalhar a bola pelo campo para todos os alvos habilidosos do Buccaneers.


14ª escolha: San Francisco 49ers seleciona Javon Kinlaw, DL, de South Carolina

Escolha surpreendente. De qualquer forma, os Niners adquirem um talento excelente. Talvez San Francisco preferiu escolher o jogador mais talentoso do que preencher alguma necessidade. Disruptivo, físico e versátil na linha defensiva, Kinlaw usa muito bem sua técnica, seus braços e suas mãos. Bem polido, é capaz de destruir pockets e bloqueios com sua mistura de agilidade e força. Talvez seja o jogador de DL interna com maior potencial de incomodar os QBs adversários. Se os 49ers sentiam alguma necessidade em substituir De’Forest Buckner, essa necessidade acaba aqui, com um atleta mais jovem e mais barato. Boa jogada do GM John Lynch.


15ª escolha: Denver Bronos seleciona Jerry Jeudy, WR, de Alabama

Um presentão para os Broncos! Jerry Jeudy é o WR mais bem polido deste Draft, pronto para causar impacto desde o primeiro dia. Um corredor de rotas do mais alto nível, tem mãos confiáveis, lida bem com qualquer tipo de marcação, é uma ameaça tanto nos passes curtos, médios ou longos. Uma arma instantânea para o promissor QB Drew Lock. Não era esperado que ele caísse até a escolha de Denver, mas o Draft nos surpreende! Atua muito bem alinhado nas laterais e se torna um pesadelo para os defensores quando alinhado no slot. Uma das melhores escolhas desse Draft, Jeudy é um futuro all-pro que pode estar no topo da liga por muito tempo.


16ª escolha: Atlanta Falcons seleciona A.J Terrell, CB, de Clemson

Um dos defensive backs mais atléticos desta classe, AJ Terrell é rápido, ágil e tem alto potencial. Tem bom senso de jogo e persegue sempre seus marcadores, dificilmente se perdendo em alguma rota. Precisa polir alguns movimentos defensivos e sofrer menos faltas. As vezes se “empolga” demais em alguma cobertura e comete erros bobos. Quando está de costas para a bola, tende a se perder e falhar na marcação. Juntando suas ferramentas físicas e bom treinamento, tem um alto potencial, porém precisa ser bem mais polido pelo staff de Atlanta.


17ª escolha: Dallas Cowboys seleciona CeeDee Lamb, WR, de Oklahoma

E finalmente CeeDee Lamb é selecionado! De forma surpreendente, por uma equipe que não tem tanta necessidade na posição. Falando de Lamb, sua principal característica é o impacto que ele pode causar com a bola nas mãos. Definitivamente o melhor recebedor deste draft no quesito “YAC” (jardas após a recepção). Saindo do slot ou das laterais, consegue se livrar bem da marcação inicial e receber passes complicados, contestados. Após receber a bola, se torna um pesadelo para a defesa. É o atleta que mais causou tackles perdidos no college em 2019. Uma arma bem-vinda no ataque de Dak Prescott, porém como citado anteriormente, não era a maior necessidade dos Cowboys.


18ª escolha: Miami Dolphins seleciona Austin Jackson, OL, de USC

Boas notícias para Tua! Palavras do comissário Roger Goodell, e são palavras verdadeiras. Nada melhor do que reforçar sua linha ofensiva para o seu QB do futuro. Austin Jackson tem o tamanho ideal para a posição de offensive tackle, tem ótimo trabalho de pés e agilidade, um left tackle natural. Subiu bastante de conceito recentemente, é um atleta puro e com tremendo potencial. As técnicas básicas ele tem dominadas. Precisa ser mais consistente e aprender técnicas para lidar com pass-rushers “brutos”. Teve alguns problemas físicos recentemente, mas nada grave. Deve evoluir com o tempo e se tornar peça chave da OL de Miami.


19ª escolha: Las Vegas Raiders seleciona Damon Arnette, OL, de Ohio State

Talvez o primeiro grande “reach” deste draft. Avaliado como um jogador de 2° ou 3° round, Damon Arnette é selecionado bem cedo pelos Raiders. Um jogador bem físico, domina as técnicas naturais de cornerback, é sua principal qualidade. Paciência, noção de jogo, capacidade de turnovers, atua muito bem na marcação pressão. Porém precisa evoluir bastante, seu lado mental é fraco e já teve problemas pessoais na faculdade. Sofre um pouco em rotas profundas, não possui grande velocidade. Seu potencial é elevado, se for bem treinado e “administrado” pelo staff de Las Vegas.


20ª escolha: Jacksonville Jaguars seleciona K’Lavon Chaisson, EDGE, de LSU

Inteligente, versátil e extremamente atlético, K’Lavon Chaisson se tornou titular de LSU apenas na última temporada, e teve tremendo destaque. É o típico defensor de “EDGE”, sempre presente nas beiradas da linha ofensiva e ameaçando o QB adversário. Competidor nato, tem um motor que nunca para. Muito dedicado a aprender novas técnicas e sempre evoluir seu jogo. É muito mais do que um pass-rusher, desenvolvendo durante 2019 também a habilidade de cobertura de passe em zona, algo que elevou muito o seu conceito nesta classe. Se seguir sua curva atual de evolução, pode ser um jogador do mais alto nível por muitos anos na NFL.


21ª escolha: Philadelphia Eagles seleciona Jalen Reagor, WR, de TCU

Uma necessidade gritante dos Eagles e o 4° wide receiver selecionado neste draft, Jalen Reagor é ágil, um corredor de rotas preciso e rápido, embora seus números no combine não apontem isso. Ele tem aquela velocidade que só se vê em campo, aquela “próxima marcha”. Ótimo retornador de kickoffs e punts também, versátil, atua melhor no slot, porém pode muito bem se desenvolver em um WR completo que se alinha em qualquer lugar do campo. Realiza recepções absurdas, porém as vezes droppa passes fáceis, por falta de concentração. Precisa melhorar nisso. Também não é muito físico e pode sofrer com marcação pressão.


22ª escolha: Minnesota Vikings seleciona Justin Jefferson, WR, de LSU

Um atleta dominante na temporada de 2019, apresenta atributos intrigantes, mas não parece ter dos maiores potenciais. Sólido em todas as áreas possíveis, talvez sua maior habilidade seja a de realizar recepções acrobáticas e complicadas. Projeta-se como um recebedor de slot, o que pode lhe fazer render mais na NFL do que se jogar aberto nas laterais. Pode abusar de mismatches com linebackers e realizar a maioria de seu trabalho no meio do campo. É um bom jogador, não deve decepcionar, porém não espere que ele choque a NFL ou se torne um atleta do mais alto nível. Preenche uma necessidade dos Vikings, o que lhe torna uma boa escolha.


23ª escolha: Los Angeles Chargers (troca com os Patriots) seleciona Kenneth Murray, LB, de Oklahoma

Uma presença de vestiário importante, um líder nato. Kenneth Murray joga com extrema energia, parece estar sempre “ligado no 220v”. Cobre o campo todo com sua agilidade lateral e ótima visão/leitura das jogadas. Pode funcionar como um “chamador de jogadas” na defesa dos Chargers, ajustando sua defesa contra as chamadas ofensivas da oposição. Excelente tackleador, pode evoluir bastante ainda na cobertura contra o passe. Pode incomodar em algumas situações de pass-rush, porém isso não é um foco de seu jogo. Definitivamente um atleta que deve durar muito tempo na NFL.


24ª escolha: New Orleans Saints seleciona Cesar Ruiz, C, de Michigan

Cesar Ruiz é definitivamente o melhor talento de offensive line interna. Podendo atuar como center ou guard, é muito bem polido e está pronto para atuar no nível da NFL. Forte, tem uma base sólida e equilibrada, protege muito bem o interior da linha e abre espaços para corridas com facilidade. Paciente, muito técnico, balanceia muito bem quando necessita suas habilidades mais refinadas ou abusar de sua força. Se desloca bem para bloqueios em zona para corridas pelo lado externo da linha. Não preenche uma “fraqueza” de New Orleans, mas com certeza eleva o nível da OL de Drew Brees. Os Saints tem as armas para criar jogadas e agora focam em proteger mais do que tudo seu quarterback histórico na última temporada de sua carreira.


25ª escolha: San Francisco 49ers (troca com os Vikings) seleciona Brandon Aiyuk, WR, de Arizona State

Um dos wide receivers mais habilidosos deste draft, Brandon Aiyuk formará uma dupla poderosa com Deebo Samuel. Um ótimo recebedor em rotas profundas, causa a maior parte de seu estrago com double-moves e agilidade, quebrando a marcação dos defensores. Muito bem polido, caiu um pouco na classe devido a preocupações com seu físico e algumas contusões. Conseguindo manter-se saudável, pode ser uma das melhores seleções deste draft. Uma arma na parte final do campo, possui uma envergadura absurda. Para se ter noção, Aiyuk com 1,83m de altura tem um raio de alcance com seus braços apenas 1cm menor do que Calvin Johnson, ex-WR do Detroit Lions, que tinha 1,95m de altura. O potencial dele é absurdo, San Francisco acertou demais com essa escolha.


26ª escolha: Packers seleciona Jordan Love, QB, de Utah State

Uma escolha surpreendente e chocante. Green Bay parece estar começando a se preparar para o futuro sem Aaron Rodgers. Jordan Love é um prospecto extremamente intrigante, seu potencial pode ser o maior deste draft. Ele é um projeto, com ótimas ferramentas, mas com diversos aspectos de seu jogo necessitando evolução. Tem um braço natural e extremamente forte, além de ótima movimentação, talento puro, improvisação. Regrediu de 2018 para 2019, mas suas ferramentas seguem muito atraentes. Se treinado corretamente, polido, com tempo para aprender atrás de Rodgers e desenvolver sensos e uma leitura de jogo elevada, pode se tornar um QB do mais alto nível. Green Bay pode ter acertado em cheio ou errado completamente, e isso só saberemos daqui alguns anos.


27ª escolha: Seattle Seahawks seleciona Jordyn Brooks, LB, de Texas Tech

Uma seleção, no mínimo, interessante. Jordyn Brooks é uma máquina de tackles, tem ótimos sensos de linebacker, extremamente rápido. Porém, mesmo com todo seu atleticismo, ele sofre na cobertura contra o passe, sendo facilmente abusado por tight ends. Embora seja pequeno e pareça ser o protótipo de linebacker moderno, seu estilo de jogo é muito mais “à moda antiga”. É aquele caçador de tackles, o cara que sempre estará presente no primeiro contato no meio do campo, porém não parece ter muitas habilidades além disso. Talvez possa ser moldado em algo mais completo, devido ao seu físico. Haviam atletas melhores nesta posição para os Seahawks selecionarem, mas, vai saber se o que eles viram de tão especial em Brooks que nenhum outro linebacker tem?


28ª escolha: Baltimore Ravens seleciona Patrick Queen, LB, de LSU

Mais um linebacker, dessa vez Patrick Queen é o selecionado. Tem ótimo potencial, em 2019 parecia evoluir a cada jogo, demonstrando seu foco no jogo, aprendizado e dedicação. Usa muito bem seu atleticismo, velocidade e é um excelente tackleador, com uma energia que parece infinita, perseguindo jogadores de lateral à lateral. Joga de forma inteligente, identifica rapidamente a jogada do ataque e pode contribuir em todas os downs defensivos. Vai bem contra o jogo corrido, ameaça o quarterback em blitzes e stunts e a cada dia que passa, parece evoluir na cobertura contra o passe. Excelente escolha dos Ravens, talvez o melhor linebacker deste draft.


29ª escolha: Tennessee Titans seleciona Isaiah WIlson, OL, de Georgia

Um atleta grande, forte, dominante bloqueando no jogo corrido. Wilson preenche a lacuna deixada do lado direito na linha ofensiva dos Titans. Pode evoluir muito ainda, mas sua projeção é boa. Poderia ter ficado mais um ano na faculdade e seria um prospecto top 15 em 2021, mas o fato de ser escolhido na primeira rodada em 2020 diz muito sobre suas habilidades. Suas técnicas de bloqueio para o passe precisam ser bem polidas ainda, mas ele tem a estrutura física e capacidade para evoluir nesse quesito. Combina perfeitamente com o esquema de “power run” de Tennessee. Boa escolha do vice-campeão da AFC em 2019, apostando em um projeto com bom potencial.


30ª escolha: Miami Dolphins seleciona Noah Igbinoghene, CB, de Auburn

Mais uma surpresa nesse final de primeira rodada. Com dois cornerbacks de alto nível no elenco, essa posição não parecia ser a maior necessidade dos Dolphins. Noah tem traços naturais na posição, um atleta natural, atuou muito bem em Auburn ano passado. Um ex-wide receiver tornado em CB, ele ainda parece cru, porém seus atributos físicos e potencial o tornam um prospecto atraente. Muito físico, se destaca na marcação pressão, porém não fica devendo para nenhum recebedor em rotas longas que exigem velocidade. Para um ex-WR, suas mãos parecem fracas e ele desperdiça muitas oportunidades de interceptação na defesa. Inconsistente, terá tempo para se desenvolver e ajustar seu jogo em Miami.


31ª escolha: Minnesota Vikings seleciona Jeff Gladney, CB, de TCU

Boa seleção dos Vikings. Gladney tem ótimos sensos na posição de cornerback, mistura agilidade e força muito bem em seus duelos. Para um jogador de secundária, ele surpreende muito bem em blitzes. Usa bem suas mãos, não sofre muitas faltas e trabalha bem tanto na cobertura pressão como em zona. Minnesota preenche uma lacuna em sua defesa com um atleta que parece ter tudo para render em alto nível. Por vir de uma faculdade pequena, ele ainda precisa de alguns refinamentos e “toques finais” em seu estilo de jogo.


32ª escolha: Kansas City Chiefs seleciona Clyde Edwards Helaire, RB, de LSU

Extremamente versátil e feroz com seus cortes e dribles, Edwards-Helaire parece ser uma peça que se encaixa perfeitamente no ataque comandado por Pat Mahomes. Não era esperado que o atleta de LSU fosse o primeiro running back selecionado na classe, porém de todos os prospectos da posição, ele parece o mais completo. Tem ótimas mãos, sendo o RB que melhor recebe passes nesta classe. Corre muito bem suas rotas e domina os linebackers com movimentos curtos e naturais. Precisa melhorar seu bloqueio contra o passe para ser efetivo em todas os downs de ataque, algo que pode ser treinado. Boa escolha de KC e uma ótima arma para o ataque explosivo de Andy Reid.


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