Análise do Draft 2020 na AFC East: notas do desempenho de Patriots, Bills, Dolphins e Jets

Após muita expectativa, o Draft 2020 já entrou para os livros de história da NFL. Muitos times conseguiram fazer trabalhos excelentes e realmente reforçaram seus elencos para os próximos anos. Já outros fizeram escolhas, digamos, bem questionáveis. Quem se deu bem? Quem se seu mal? Chegou o dia de analisar o trabalho dos times da AFC East no Draft 2020: Buffalo Bills, Miami Dolphins, New england Patriots e New York Jets.

Lembrando que a nota final do Draft das equipes é uma média da nota de todos os redatores do Endzone Brasil e vai de zero a dez. Vamos lá?

BUFFALO BILLS

2ª rodada (54): EDGE AJ Epenesa, Iowa
3ª rodada (86): RB Zack Moss, Utah
4ª rodada (128): WR Gabriel Davis, UCF
5ª rodada (167): QB Jake Fromm, Georgia
6ª rodada (188): K Tyler Bass, Georgia Southern
6ª rodada (207): WR Isaiah Hodgins, Oregon State
7ª rodada (239): CB Dane Jackson, Pittsburgh

Os Bills seguem na trajetória correta para brigar no topo da AFC East. Sem escolha de 1st round (foi trocada por Stefon Diggs), Buffalo conseguiu adicionar um ótimo valor com a escolha 54. A.J. Epenesa preenche uma necessidade na linha defensiva da equipe e com certeza é um dos melhores talentos da posição neste draft. Um scouting combine fraco fez ele cair no board, sorte dos Bills, que agora contam com um ótimo jogador de EDGE extremamente capaz de parar o jogo corrido e alcançar quarterbacks com seu estilo físico e bruto.

Zack Moss vem como perfeito complemento para Devin Singletary no backfield, o que deve ajudar e “desafogar” o QB Josh Allen. Olho nessa dupla em 2020. Davis é um WR de imposição física e pode ajudar muito na redzone, além de ter espaço para aprender com os bons recebedores de Buffalo. Jake Fromm é um bom talento e será um reserva ideal para Josh Allen, boa escolha de valor. Tyler Bass deve disputar vaga de titular com o experiente Stephen Hauschka durante o training camp. As últimas duas escolhas são peças de desenvolvimento que devem acabar no practice squad da equipe.

Média dos redatores do Endzone Brasil: 7,2


MIAMI DOLPHINS

1ª rodada (5): QB Tua Tagovailoa, Alabama
1ª rodada (18): T Austin Jackson, USC
1ª rodada (30): CB Noah Igbinoghene, Auburn
2ª rodada (39): IOL Robert Hunt, Louisiana
2ª rodada (56): DI Raekwon Davis, Alabama
3ª rodada (70): S Brandon Jones, Texas
4ª rodada (111): IOL Solomon Kindley, Georgia
5ª rodada (154): DI Jason Strowbridge, UNC
5ª rodada (164): Edge Curtis Weaver, Boise State
6ª rodada (185): LS Blake Ferguson, LSU
7ª rodada (246): QB/WR Malcom Perry, Navy

Miami finalmente tem seu QB do futuro. Tua será uma estrela da NFL, se seu corpo permitir. Seu enorme potencial e habilidade fazem valer a pena qualquer risco. Ainda no 1st round, a equipe apostou em Austin Jackson como peça de proteção para Tua. Um projeto, Jackson tem atributos físicos para ter sucesso, porém precisa ser melhor polido para atuar no nível mais alto. Igbinoghene é definitivamente uma escolha confusa. Tem um bom potencial, mas não é uma necessidade da equipe e está longe de ser um produto pronto. Haviam diversas escolhas melhores a serem feitas aqui.

Ao decorrer do draft, os Dolphins pareceram focados em preencher buracos em suas trincheiras. Mais duas escolhas boas de OL, mostrando um desejo imediato de proteger Tagovailoa a todo custo e três reforços de DL necessários para uma linha fraca e sub-desenvolvida como a da equipe. A não escolha de um running-back deixou dúvidas, mas a equipe adquiriu o bom Matt Breida de San Francisco em uma troca durante o draft.

Malcom Perry é um atleta extremamente interessante, olho nele. Atlético e versátil, o jogador de Navy pode surpreender com um papel importante no ataque da equipe em 2020.

Nota dos redatores do Endzone Brasil: 6,5


NEW ENGLAND PATRIOTS

2ª rodada (37): S Kyle Dugger, Lenoir-Rhyne
2ª rodada (60): EDGE Josh Uche, Michigan
3ª rodada (87): EDGE Anfernee Jennings, Alabama
3ª rodada (91): TE Devin Asiasi, UCLA
3ª rodada (101): TE Dalton Keene, Virginia Tech
5ª rodada (159): K Justin Rohrwasser, Marshall
6ª rodada (182): IOL Michael Onwenu, Michigan
6ª rodada (195): OT Justin Herron, Wake Forest
6ª rodada (204): LB Cassh Muluia, Wyoming
7ª rodada (230): IOL Dustin Woodward, Memphis

Ah, um draft clássico de Bill Belichick. Surpresas, apostas, atletas desconhecidos, nada de quarterback. Kyle Dugger pode parecer um “reach”, mas se engana quem pensa isso. De longe o atleta mais dominante fisicamente e de habilidade absurda na Division II do college, ele impressionou no Senior Bowl, atuando contra os melhores prospectos da nação. Um safety versátil, atlético, exímio tackleador e que estava no radar de muitas equipes, cai nas mãos de Belichick.

Uche e Jennings são dois ótimos linebackers. O primeiro foi um dos principais prospectos da nação no quesito “% de pressão no QB”, algo que o treinador dos Pats parece valorizar muito mais do que o número de sacks. Jennings se encaixa na mesma visão. Os veja como “os sucessores de Jamie Collins e Kyle Van Noy”, respectivamente. Tight End era outra necessidade de New England, resolvida rapidamente no draft. Asiasi é um prospecto interessantíssimo, físico e o melhor bloqueador na posição neste draft. Parecia “fora do radar” por ter tido apenas um ano como titular, mas olho nele.

Keene estava cotado para sair no terceiro dia, mas seu estilo físico e “sem pena do próprio corpo”, suas habilidades pós-recepção, atraíram muito NE. Um estilo moldado “a lá George Kittle”, segundo o próprio atleta. O resto do draft preencheu futuros buracos na OL, com prospectos de desenvolvimento e com bom potencial, um linebacker protótipo de special teams e um kicker “desconhecido”, porém com ótimos números e atributos, além de ter o fator “frieza” nos momentos decisivos.

Nota dos redatores do Endzone Brasil: 6,3


NEW YORK JETS

1ª rodada (11): T Mekhi Becton, Louisville
2ª rodada (59): WR Denzel Mims, Baylor
3ª rodada (68): S Ashtyn Davis, California
3ª rodada (79): EDGE Jabari Zuniga, Florida
4ª rodada (120): RB La’Mical Perine, Florida
4ª rodada (125): QB James Morgan, FIU
4ª rodada (129): OT Cameron Clark, Charlotte
5ª rodada (158): CB Bryce Hall, Virginia
6ª rodada (191): P Braden Mann, Texas A&M

Um bom draft para os Jets, começando pela seleção de Becton. Uma “montanha”, definitivamente o melhor prospecto de OL desse draft. Potencial absurdo, força desumana e atleticismo, deve ser o pilar da linha ofensiva por anos e ser peça-chave na proteção de Sam Darnold. Por falar nele, mais um presente para o QB do futuro: Denzel Mims, WR com atributos atléticos de elite, embora tenha um jogo ainda “cru”, pode render muito no ataque da equipe e estender o campo com rotas profundas. Na escolha 59, um ótimo valor.

Davis é uma dúvida, um bom jogador, porém nem de perto uma necessidade dos Jets. Talvez um “plano de segurança” caso algo dê errado com Jamal Adams? Zuniga é um bom prospecto de desenvolvimento, podendo ajudar em situações de pass-rush enquanto pole o resto de seu jogo. James Morgan, para um projeto de backup, foi selecionado cedo demais. Tem um belo braço e características físicas atraentes, porém, não precisava sair na quarta rodada, visto que será apenas um reserva para Darnold.

Perine é um corredor físico e brutal para seus defensores e pode tirar um pouco do peso das costas de Le’Veon Bell. Pode ser usado de diversas formas no ataque de Adam Gase. Por fim, mais um reforço de linha ofensiva com potencial decente e Bryce Hall, um bom CB, uma necessidade da equipe, que caiu no draft por dúvidas grandes sobre sua saúde. Braden Mann era o melhor punter desta classe e chega para ser titular imediato nos Jets.

Nota dos redatores do Endzone Brasil: 6,5

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