Análise do Draft 2020 na AFC North: notas do desempenho de Bengals, Browns, Ravens e Steelers

Após muita expectativa, o Draft 2020 já entrou para os livros de história da NFL. Muitos times conseguiram fazer trabalhos excelentes e realmente reforçaram seus elencos para os próximos anos. Já outros fizeram escolhas, digamos, bem questionáveis. Quem se deu bem? Quem se seu mal? Chegou o dia de analisar o trabalho dos times da AFC North no Draft 2020: Baltimore Ravens, Cleveland Browns, Cincinnati Bengals e Pittsburgh Steelers.

Lembrando que a nota final do Draft das equipes é uma média da nota de todos os redatores do Endzone Brasil e vai de zero a dez. Vamos lá?

CINCINNATI BENGALS

1ª rodada (1): QB Joe Burrow, LSU
2ª rodada (33): WR Tee Higgins, Clemson
3ª rodada (65): LB Logan Wilson, Wyoming
4ª rodada (107): LB Akeem Davis-Gaither, App State
5ª rodada (147): Edge Khalid Kareem, Notre Dame
6ª rodada (180): T Hakeem Adeniji, Kansas
7ª rodada (215): LB Markus Bailey, Purdue

Um bom draft da equipe de Ohio. Começando pela óbvia seleção de Joe Burrow, a equipe começa uma nova era liderada pelo melhor QB do draft. Burrow quebrou recordes na faculdade e teve um ano histórico em 2019, e tem tudo para ser o cara da franquia pela próxima década. Com a seleção seguinte, uma arma importante para o mais novo QB da equipe. Higgins oferece ótimo potencial, habilidades naturais e deve complementar muito bem o corpo de recebedores que já conta com A.J. Green e Tyler Boyd.

Com as próximas seleções, os Bengals selecionaram dois linebackers para preencher uma necessidade no segundo nível de defesa do time. Wilson é um jogador cerebral, instintivo e excelente contra a corrida e contra o passe. Davis-Gaither tem um potencial absurdo e caiu um pouco no draft por problemas de contusão. Extremamente atlético e capaz de atuar num sistema 3-4 ou 4-3, deve encaixar-se como uma luva em Cincy.

Mantendo o foco na defesa, Cincinnati selecionou Kareem, um EDGE sólido, físico e com bom potencial de desenvolvimento. Pode se encaixar muito bem em um sistema de rotação desde o primeiro ano. Adeniji é um belo prospecto de OL, com capacidades e atributos físicos excelentes, porém um jogo pouco polido. Precisa de tempo para evoluir. Bailey é um linebacker que vai melhor na cobertura do que em qualquer outra área do jogo, precisa desenvolver outras habilidades.

Nota dos redatores do Endzone Brasil: 7,3


CLEVELAND BROWNS

1ª rodada (10): T Jedrick Wills, Alabama
2ª rodada (44): S Grant Delpit, LSU
3ª rodada (88): DI Jordan Elliott, Missouri
3ª rodada (97): LB Jacob Phillips, LSU
4ª rodada (115): TE Harrison Bryant, FAU
5ª rodada (160): IOL Nick Harris, Washington
6ª rodada (187): WR Donovan Peoples-Jones, Michigan

Um presente para os Browns com a 10ª escolha no draft. Jedrick Wills é o cara para proteger Baker Mayfield e fortalecer ainda mais o bom jogo corrido da equipe. Um dos melhores OL do draft, tem um estilo de jogo completo e ótimas capacidades físicas, vem para ser titular desde o primeiro dia. Delpit era um dos safeties mais bem cotados do draft. O atleta de LSU apresenta ótimos instintos e um bom QI de jogo. Precisa corrigir alguns problemas com tackles perdidos, mas isso é treinável.

Na DL, Elliott oferece um potencial intrigante como pass-rusher interno, e com o treinamento correto, pode aprender a utilizar melhor suas mãos e evoluir muito em Cleveland. Os Browns perderam dois titulares na posição de linebacker, então Phillips deve ter impacto imediato na defesa da equipe. Uma máquina de tackles, é um jogador explosivo e com bom potencial de cobertura também.

Bryant é um reforço para competir com David Njoku. O TE titular da equipe precisa provar um melhor rendimento e evitar as contusões. Bryant apresenta potencial mediano e precisa melhorar muito fisicamente para ser um bom bloqueador e conseguir separação como recebedor. Harris pode ser um bom reserva a princípio e pode preenhcer todas as posições de meio de OL, versatilidade importante. Peoples-Jones é um bom recebedor, efetivo, que deve atuar como 3° principal WR da equipe, com espaço para se desenvolver atrás das estrelas Odell Beckham e Jarvis Landry.

Nota dos redatores do Endzone Brasil: 7,5


PITTSBURGH STEELERS

2ª rodada (49): WR Chase Claypool, Notre Dame
3ª rodada (102): EDGE Alex Highsmith, Charlotte
4ª rodada (124): RB Anthony McFarland Jr., Maryland
4ª rodada (135): IOL Kevin Dotson, Louisiana
6ª rodada (198): S Antoine Brooks Jr., Maryland
7ª rodada (232): DI Carlos Davis, Nebraska

Com poucas escolhas no draft, os Steelers preencheram poucas necessidades, com boas escolhas mas talvez não tão necessárias. Claypool é um atleta alto, forte e absurdamente rápido. Possui um belo potencial na posição, porém talvez não fosse uma prioridade da equipe. Highsmith reforça uma área forte da equipe, o pass-rush. Deve atuar como reserva, em situações ocasionais e projeta-se como um futuro titular dentro de 2 anos ou mais.

McFarland Jr. é um atleta pequeno, mas efetivo. Ágil, elusivo, deve brigar por uma vaga de reserva e aliviar um pouco a pressão em cima do titular James Conner. Finalmente uma escolha interessante e necessária, Dotson pode brigar para ser titular na posição de guard. Pittsburgh necessita de ajuda em sua OL para proteger seu QB após algumas perdas na posição na offseason.

Brooks Jr. é um ótimo valor de 6ª rodada. Versátil, físico, ótimo tackleador, pode atuar no campo todo, alinhar-se como safety ou linebacker. Uma boa escolha, sem dúvidas. Davis finalmente reforça a parte interna da DL dos Steelers. Grande, físico, pesado, pode se desenvolver em um titular, mas é uma escolha muito tardia para uma posição de extrema necessidade do time após a saída de Javon Hargreave.

Nota dos redatores do Endzone Brasil: 5,5


BALTIMORE RAVENS

1ª rodada (28): LB Patrick Queen, LSU
2ª rodada (55): RB JK Dobbins, Ohio State
3ª rodada (71): DI Justin Madubuike, Texas A&M
3ª rodada (92): WR Devin Duvernay, Texas
3ª rodada (98): LB Malik Harrison, Ohio State
3ª rodada (106): IOL Tyre Phillips, Mississippi State
4ª rodada (143): IOL Ben Bredeson, Michigan
5ª rodada (170): DI Broderick Washington, Texas Tech
6ª rodada (201): WR James Proche, SMU
7ª rodada (219): S Geno Stone, Iowa

Um excelente draft de John Haurbaugh e companhia. Em uma equipe com poucos pontos fracos, as necessidades foram preenchidas e setores fortes foram bem reforçados. O maior buraco na equipe é preenchido logo no primeiro round com a seleção de Queen. Um linebacker moderno, rápido, instintivo, que cobre o campo todo, se encaixa perfeitamente na defesa de Baltimore. Em seguida, Dobbins, um dos melhores RB do draft, deve ter impacto imediato, revezando corridas com o experiente Mark Ingram e tornando o ataque da equipe ainda mais explosivo.

Madubuike pode não ser muito polido, mas tem uma presença intimidadora na DL, é forte, bruto e ocupa muito a atenção dos bloqueadores. Duvernay vem para se tornar uma arma no slot, sendo extremamente rápido e ágil em rotas curtas, outra adição interessante para o ataque do time. Harrison se encaixa mais como pass-rusher e pode ter papel importante no special teams também. Precisa melhorar na cobertura do passe. Phillips e Bredeson proporcionam profundeza e versatilidade na OL dos Ravens, sendo peças de desenvolvimento para o futuro e reservas imediatos em 2020.

Washington deve brigar por uma vaga entre os reservas de DL e é um bom projeto também. Proche é uma máquina de recepções, teve 204 nos seus últimos dois anos de faculdade e é um belo steal na 6ª rodada. Talvez não impressione fisicamente, mas tem belos talentos para a posição e pode surpreender muita gente na liga. Stone é um safety que quebra muitos passes e procura sempre o contato, as vezes até demais. Deve brigar por uma vaga de reserva no training camp.

Nota dos redatores do Endzone Brasil: 9,0

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