Drew Brees desaprova protestos durante o hino e gera revolta de colegas e LeBron James

Drew Brees tomou uma postura polêmica ao comentar sobre os protestos raciais nos Estados Unidos. Embora tenha frisado apoiar o combate ao racismo, o quarterback do New Orleans Saints disse desaprovar as manifestações feitas por Colin Kaepernick em 2016 e as classificou como “desrespeitoso com a bandeira dos EUA”. O posicionamento de Brees gerou revolta em muitos outros atletas, entre eles alguns companheiros de time e o astro LeBron James.

A declaração aconteceu durante uma entrevista do quarterback, nesta quarta-feira, para o Yahoo. “Eu nunca vou concordar com alguém que desrespeite a bandeira dos Estados Unidos, ou nosso país”, afirmou Brees, após ser perguntado como ele esperava que estas manifestações contra o racismo pudessem refletir na NFL e entre seus jogadores.

Drew Brees justificou sua posição nos diversos militares que lutaram pelos Estados Unidos, entre eles seus avôs. “Toda vez que eu levanto, coloco a minha mão no coração e canto o hino nacional, é nisso que eu penso. Não está tudo certo com os EUA, mas se levantar e respeitar a bandeira é escolher a união, escolher que todos podem fazer isso juntos, que podem ser melhores juntos e que todos são parte da solução”, disse o QB.

O posicionamento de Drew Brees desagradou diversas estrelas do esporte americano. LeBron James, por exemplo, se mostrou indignado e questionou: “Você ainda não entende porque Kap (Colin Kaepernick) estava ajoelhando com uma perna? Não tem nada a ver com desrespeitar a bandeira ou os nossos soldados que lutam por ela”.

Além de LeBron, vários atletas da NFL criticaram as declarações de Drew Brees. Michael Thomas, conhecido por ser o principal parceiro do QB dentro de campo, retuitou uma postagem sobre o assunto e adicionou um “emoji” de enjoo. Recém-contratado pelos Saints, o wide receiver Emmanuel Sanders classificou o fato como “ignorante”.

Ex-jogador do Seattle Seahawks, Doug Baldwin adotou um tom ainda mais forte: “Drew Brees, a razão dos meus filhos viverem em um mundo que não tem empatia com a sua dor é por pessoas como você, que cria seus filhos para perpetuarem este ciclo. Drew, você é o problema.”

Este posicionamento de Brees não é novidade. Ainda em 2016, o QB dos Saints apoiou o desejo de Kaepernick de protestar contra o racismo, mas criticou a forma como o ex-jogador do San Francisco 49ers o fazia – ajoelhar como uma das pernas durante o hino nacional dos Estados Unidos.

Apesar de ir de encontro com a maioria dos defensores da causa racial, Drew Brees usou mensagens de texto para frisar que suas atitudes deveriam representar o tipo de pessoa que ele é.

“Acredito que todos devemos defender o hino nacional e respeitar nosso país e todos aqueles que sacrificaram tanto por nossa liberdade. Isso inclui todos aqueles que marcharam pelo sufrágio feminino na década de 1920 e todos aqueles que marcharam nos movimentos de direitos civis e continuam a marchar pela igualdade racial. Todos nós … TODOS … todos representamos essa bandeira. Da mesma forma que respeito todos os cidadãos do nosso país … não importa sua raça, cor, religião”

“E eu pediria a qualquer um que tenha um problema com o que eu disse que olhe a maneira como vivo minha vida. Eu pareço não estar fazendo o meu melhor para tornar este mundo um lugar melhor, para trazer justiça e igualdade para os outros, e esperança e oportunidade para aqueles que não o têm? É isso que eu quero dizer com ações que falam mais alto que palavras … Minhas AÇÕES falam por si.”, encerrou Brees.

Durante seus 19 anos de carreira na NFL, Drew Brees sempre esteve envolvido com ações sociais. Recentemente, inclusive, o quarterback dos Saints fez uma doação de US$ 5 milhões de dólares para a ajudar o estado da Louisiana no combate a pandemia do Coronavírus.

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