Prévia da temporada 2020 da NFL: Como será o ano do Miami Dolphins

Campanha em 2019: 5-11
Principal reforço para 2020: CB Byron Jones
Principal ausência em 2020: S Reshad Jones
Jogadores que assinaram o ‘opt out: WR Albert Wilson, WR Allen Hurns

Após 2019 promissor, Dolphins prometem evoluir no segundo ano de Brian Flores

Por boa parte da temporada de 2019, a equipe comandada por Brian Flores (que entra em seu segundo ano como head coach de Miami) parecia de longe, a pior da NFL. Jogadores pedindo para deixarem o time, desempenhos horrorosos, problemas técnicos, tudo parecia errado em Miami. Até o treinador Flores finalmente conseguir direcionar sua equipe, começar a moldar seus atletas da forma desejada, dar um propósito ao grupo. No começo de 19′, também, existia a campanha “Tank for Tua”, basicamente, pedindo para que os Dolphins tivessem a pior campanha da liga em troca do prospecto de Alabama Tua Tagovailoa.

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Muita coisa aconteceu durante o ano passado. O cenário de “Tank for Tua” parecia assustadoramente realista. Então, com contusões de Tua no college e com um desempenho positivo surpreendente de Miami no final da temporada, o “cenário dos sonhos” acabou acontecendo. Tagovailoa caiu no draft, assim como a posição de escolha dos Dolphins. Com a 5ª escolha geral no processo de seleção, coach Flores não teve dúvidas e selecionou seu quarterback do futuro, de Alabama, Tua Tagovailoa. Confira a prévia do Miami Dolphins na temporada 2020 da NFL.

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Sem pressa para entregar as chaves do ataque nas mãos de Tua

O experiente Ryan Fitzpatrick deve seguir liderando o ataque dos Dolphins (Foto: Divulgação Twitter/Miami Dolphins)

O rebuild parece seguir os passos corretos em direção ao sucesso, e o treinador de Miami parece não ter pressa em colocar o futuro da franquia em campo. Por momento, Tua deve ser o backup do experiente Ryan Fitzpatrick. O ataque dos Dolphins apresenta um nível de talento maior em 2020, sem dúvidas, principalmente na posição de running back, onde Jordan Howard e Matt Breida foram contratados para “carregar o piano”.

Fitzpatrick liderará esse ataque que se torna cada vez mais interessante. DeVante Parker é o ‘de facto’ número 1 entre os recebedores da equipe, acompanhado pelo espetacular porém inconsistente Preston Williams. Mike Gesicki buscará mais um passo em sua evolução na posição de tight end, tendo provado um pouco de seu valor no ano passado.

O problema segue sendo a linha ofensiva. Sem grandes contratações para a OL (apenas chegaram o C Ted Karras e o questionável G Ereck Flowers na free agency) Miami terá que apressar o desenvolvimento de Austin Jackson (OT, de USC) e outros atletas inexperientes para solucionar os problemas na linha. É uma receita perigosa e algo que pode significar também um tempo maior para Tagovailoa aprender sob a tutela de Fitzpatrick, sem correr riscos de contusões atrás da aparentemente fraca OL de Miami.

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Defesa totalmente remodelada

Se os investimentos no ataque foram moderados, no lado defensivo os Dolphins investiram em todos setores possíveis. Começando pela principal contratação da equipe na free agency, o CB Byron Jones, melhor jogador de secundária disponível em 2020. Ao lado de Xavien Howard, que precisa apresentar uma maior consistência, Jones ser parte de uma das melhores duplas de cornerback da liga. Para complementar, Noah Igbinoghene foi selecionado no final da primeira rodada do draft. Sem tanta pressão, ele terá tempo para evoluir na secundária de Miami e abusar de seus fortes atributos físicos no esquema defensivo de Brian Flores.

Kyle Van Noy será um dos líderes da “renovada” defesa de Miami (Foto: Divulgação Facebook/Miami Dolphins)

O front-seven da equipe passou por uma completa “reconstrução”, com diversos atletas chegando para todas posições. Uma mudança necessária, tendo em vista a péssima performance do grupo em 2019. Dos Patriots, chegaram Kyle Van Noy e Elandon Roberts. O primeiro terá um maior foco no pass-rush, enquanto o segundo deve assumir uma posição de rotação na contenção do jogo corrido.

Shaq Lawson e Emmanuel Ogbah são outros dois que chegam para assumirem posições importantes na linha defensiva. Ambos vem de boas temporadas e são capazes de gerar grande pressão contra o QB adversário, além de serem presenças físicas contra o jogo corrido. Um segundo anista que deve evoluir em 2020 é a seleção de primeiro round do ano passado, Christian Wilkins. Sem tanta pressão e com companheiros de maior nível a sua volta, Wilkins deve desenvolver-se com mais tranquilidade e se tornar uma peça cada vez mais importante na defesa interior de Miami.

Uma temporada “sem pressão”

Os Dolphins estão em meio ao famoso processo de reconstrução. Não há dúvidas sobre isso. E é exatamente esse fator que isenta a equipe, momentaneamente, de uma grande pressão por resultados. Brian Flores tem mais um ano para seguir implementando sua liderança, estilo de jogo e moldar a cultura da equipe (como um todo, inclusive os fatores extra campo). A evolução demonstrada no final de 2019 anima o torcedor e mostra um grupo que parece estar comprando a ideia do treinador.

O jovem treinador Brian Flores é a grande chave para a renovação de cultura nos Dolphins (Foto: Reprodução Facebook/Miami Dolphins)

O elenco é jovem, recheado de peças que apresentam um grande potencial, mas que estão longe desse “resultado final”. Miami usará 2020 como mais um passo na escada rumo ao sucesso. A divisão, dominada a tanto tempo pelo New England Patriots, passa por um momento de “questionamentos”. Miami está em alta, o Buffalo Bills aparece como uma equipe capaz de ganhar a AFC East, New England está passando por uma fase de transição sem Tom Brady e é uma enorme incógnita. Se os Dolphins mantiverem o foco em seu atual projeto, eles estarão brigando no topo da divisão em um futuro breve.

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Vai até onde?

Sem pressão e demonstrando evolução, Miami deve melhorar em uma ou duas vitorias o desempenho da temporada passada. O treinador Flores e seu staff chegam mais preparados para continuar a “mudança de cultura” em Miami, com a assistência de atletas experientes e vencedores entre o jovem núcleo da equipe.

Na melhor das hipóteses, com uma queda monumental dos Patriots, talvez Miami brigue por uma vaga de Wild Card. Pensando de forma mais realista, os Dolphins devem colocar-se a frente dos Jets, uma equipe recheada de problemas, e atrás dos Patriots, que devem sofrer um pouco sem Tom Brady.

PREVISÃO: 3º DA AFC EAST (7-9)

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