Prévia da temporada 2020 da NFL: como será o ano do New York Jets

Campanha em 2019: 7-9
Principal reforço para 2020: C Connor McGovern
Principal ausência em 2020: S Jamal Adams
Jogadores que assinaram o ‘opt out: LB C.J. Mosley, WR Josh Doctson, OL Leo Koloamatangi

A infinita reconstrução dos Jets parece seguir sem rumo

Ah, o New York Jets… É difícil começar qualquer previsão sobre a equipe verde de Nova Iorque com perspectivas positivas em mente. O time comandado pelo problemático head coach Adam Gase vem de mais uma temporada desapontante e parece rumar para um 2020 nos mesmos moldes. Sem ir aos playoffs desde 2010, os Jets já passaram por diversos general managers, grupos de treinadores, assistentes, montagens de elenco. E mesmo assim, entra ano, sai ano e New York parece distante de um futuro próspero.

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A primeira offseason do GM Joe Douglas foi, sem dúvidas, movimentada e conturbada. No final das contas, entre especulações e polêmicas, o GM acabou trocando o principal jogador de sua equipe, o safety Jamal Adams. Pelo menos Douglas conseguiu adquirir um ótimo capital de futuras seleções no draft e um substituto mediano e capaz em Bradley McDougald, porém longe do super astro que é Jamal.

Sam Darnold não teve suporte suficiente em 2019, isto é um fato. E pelos nomes próximos a ele no elenco desta temporada, ele deverá seguir sofrendo e vendo “fantasmas” em campo. Pelo menos sua OL foi completamente reformulada. No lado defensivo, além da saída de Adams, o principal LB da equipe C.J. Mosley também não atuará. O grupo parece enfraquecido, definitivamente.

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Em seu terceiro ano, será que Darnold finalmente mostrará ao que veio?

Será 2020 o ano do tudo ou nada para Sam Darnold em New York? (Foto: Divulgação Twitter/Jets)

O desempenho de Sam Darnold em seus dois primeiros anos na NFL não convence. Mas até onde isso é culpa apenas dele? Um jovem quarterback, cheio de potencial, necessita um bom corpo de ‘suporte’, algo que Sam nunca teve em New York. Além de treinador principal, Adam Gase também coordena o ataque dos Jets, e parece, a cada temporada, atrapalhar a situação de seu QB, insistindo em chamadas medíocres e utilizando minimamente suas principais armas (como o RB Le’veon Bell). Sem dúvidas, para o ataque da equipe funcionar, ele deve passar por Bell, um corredor do mais alto nível na NFL (e um dos melhores running backs da liga recebendo a bola).

Pelo menos o grupo de linha ofensiva parece ter melhorado em 2020. Com diversos novos atletas, incluindo Mekhi Becton (que deve ser titular na proteção do lado cego de Darnold), primeira seleção da equipe no último draft, a evolução da OL que foi pífia em 19′ é essencial para o sucesso dos Jets. Connor McGovern deve “liderar” o grupo, parecendo ser um dos atletas mais sólidos entre as contratações para a linha. Nas outras posições, George Fant deve brigar por posição no lado direito da linha, assim como Greg van Roten, que pode atuar em qualquer um dos lados como guard.

Quanto as armas aéres, um grande ponto de interrogação. Robby Anderson saiu e deve ser substituído pelo recém contratado Breshad Perriman, que finalmente despontou positivamente no final do último ano. Breshad deverá ser a principal opção de Darnold na posição de WR, utilizando sua absurda velocidade contra os cornerbacks adversários. Denzel Mims, draftado na segunda rodada do último draft, parece um pouco “cru” ainda, mas é extremamente físico e pode ser uma bela arma na red zone. O experiente Chris Hogan, ex-Patriots, chegou recentemente e deve contribuir. Na posição de TE, a esperança é que o promissor Chris Herndon esteja saudável e possa desempenhar o bom trabalho que realizou em 2018, sua única temporada completa na carreira.

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Quinnen Williams precisa brilhar e tomar a liderança da defesa dos Jets

Quinnen Williams precisa demonstrar evolução em seu segundo ano (Foto: Reprodução/NFL.com)

Com os desfalques do trocado Jamal Adams e de C.J. Mosley que optou não jogar devido ao coronavírus, a defesa de New York parece desfigurada para 2020. Quinnen Williams, grande seleção da equipe no draft de 19′, precisa brilhar imediatamente. Embora eficiente defendendo o jogo corrido, o jogador de DL decepcionou no quesito pass-rush. Uma grande evolução é esperada dele neste ano, principalmente nas mãos do coordenador Gregg Williams, especialista em defesas que terá que “quebrar a cabeça” para montar um esquema eficiente nesta temporada.

Henry Anderson é outro que precisa atingir uma boa forma, tendo tido 2018 como seu melhor ano, porém sofrendo na última temporada. Jabari Zuniga chegou no draft e deve brigar instantaneamente por uma posição rotacional da linha defensiva. O grupo de linebackers deve estar entre os piores da NFL, seguindo o desempenho do ano passado. O grupo é recheado de jogadores “abaixo do nível” aceitável para a liga, alguns que não seriam nem reservas em outras equipes. Talvez Avery Williamson seja o único ponto positivo entre os LBs dos Jets.

Na secundária, Bradley McDougald, com um nível muito mais baixo, deve ocupar o “espaço” deixado por Jamal Adams. Pierre Desir chega para ser um dos principais corners da equipe e terá o suporte de Marcus Maye, que vem mostrando uma boa evolução e sendo um jogador muito eficiente na cobertura. Brian Poole deve ser o principal CB da equipe, tendo postado ótimos números em 19′, cedendo apenas um TD em 53 passes lançados em sua direção.

Até onde os Jets vão insistir com Adam Gase?

Gase decepcionou no Miami Dolphins e segue decepcionando nos Jets. Até quando? (Foto: Reprodução/Steven Senne/AP)

Talvez o principal problema da equipe de New York está em seu suposto “líder”. Mesmo com apenas um ano de trabalho em New York, para o torcedor da equipe verde, parece que o treinador esta lá fazendo suas besteiras por uma década, de tantos problemas que ele criou em apenas uma temporada. Um suposto guru ofensivo, ele vem provando ano após ano ser mais um “destruidor” ofensivo do que uma grande mente. Até hoje toma créditos pelo histórico ataque dos Broncos de 2013, que tinha Peyton Manning na posição de QB como verdadeiro “chamador de jogadas”.

O vestiário de Gase é tóxico, jogadores já reclamaram publicamente sobre a maneira de trabalho do treinador, Jamal Adams implorou para ser trocado por, entre outros motivos, uma péssima relação com o head coach, ele faz diversas escolhas incompreensíveis durante partidas…a lista de pontos negativos de Gase é infinita. Já os pontos positivos, talvez ele próprio possa responder, tendo em vista que ninguém parece ter algo bom para falar sobre sua pessoa ou seus métodos na mídia.

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Vai até onde?

Enquanto os donos dos Jets insistirem no sistema problemático e deficiente de Adam Gase, a equipe seguirá “parada no tempo”. Sam Darnold pode mostrar uma grande evolução ou começar a entrar no esquecimento, e isso, infelizmente, não depende apenas dele. Com problemas ofensivos e defensivos, a equipe definitivamente não deve incomodar em 2020.

Ou talvez realizem o “especial de Adam Gase”, que seria vencer alguns jogos improváveis, ser humilhado em outros e, de alguma forma, terminar o ano com uma campanha mediana, ficando distante de uma pick alta no draft e longe dos playoffs, assim como em 2019.

PREVISÃO: 4º NA AFC EAST (3-12)

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