Carson Wentz é trocado pelos Eagles e agora será jogador dos Colts

Por 18 fevereiro, 2021 , ,
Wentz sdeve assumir o posto de QB titular dos Colts (Reprodução/Eagles)

Depois de cinco anos de altos e baixos, a ‘era Carson Wentz’ chegou ao fim no Philadelphia Eagles. Após semanas de uma interminável novela quanto ao futuro do quarterback, os Eagles decidiram fazer negócio com o Indianapolis Colts: Philly recebe uma escolha de 3ª rodada do Draft de 2021 e uma condicional de 2ª rodada do Draft de 2022 pelo controverso camisa 11.

A escolha de segunda rodada se torna de primeira caso Wentz atue em 75% dos snaps dos Colts em 2021 ou 70% e a equipe se classifique para os playoffs. Philly tentou ao máximo extrair, pelo menos, uma pick de 1ª rodada por um jogador que foi escolha geral de Draft, entretanto, o fato dele deixar claro que não jogaria mais na Filadélfia afetou consideravelmente o valor do QB nas negociações.

Os valores podem parecer pequenos, mas vale lembrar que o quarterback assinou uma extensão de 128 milhões em 2019. Por se tratar de um QB em declínio, com histórico de lesões e um salário alto, até que não foi tão ruim. O grande problema é o rombo GIGANTE no teto salarial de Philly em 2021: os 33,82 milhões de dólares em ‘dinheiro morto’ é o maior valor da história da NFL. O fato da equipe aceitar o prejuízo mostra a vontade de ‘se livrar’ do jogador.

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‘Era Wentz’ chega ao fim na Filadélfia

Carson Wentz chegou cercado de expectativas aos Eagles, afinal, tratava-se da segunda escolha geral do Draft 2016. O QB explodiu mesmo em 2017 e vinha atuando em nível de MVP – isso até uma grave lesão no joelho tirá-lo do restante da temporada.

Do banco, ele viu Nick Foles assumir o posto e levar o time ao Super Bowl inédito. A partir daí, a relação entre jogador e equipe jamais foi a mesma. Com a ‘sombra’ do MVP da final no banco, ele não rendeu o que se esperava em 2018 e mais uma vez deixou o time por contusão. Claro que Foles assumiu a bronca, arquitetou uma arrancada improvável e levou o time até o Divisional.

Mesmo com Foles trocado, a relação com a comissão técnica e parte dos jogadores foi ficando cada vez pior. Claramente ‘quebrado’ mentalmente, o QB foi uma tragédia ao longo da temporada 2020 – tanto que foi para o banco de reservas na semana 11 e não voltou mais.

Como haviam dado ao QB um contrato gigantesco, os Eagles fizeram o possível para mantê-lo em 2021: mandaram Doug Pederson embora e trouxeram Nick Sirianni – pupilo de Frank Reich- para tentar ajudá-lo a dar a volta por cima. Não adiantou. O jogador deixou claro à direção que não jogaria mais na Filadélfia e que gostaria de recomeçar em outro lugar.

Os Colts fizeram um bom negócio?

Assim como os Buccaneers em 2020, o Indianapolis Colts aparece como uma equipe bem estruturada, com bom elenco e que está ‘a um quarterback de vencer’. Com a aposentadoria de Philip Rivers, era óbvio que a franquia estava buscando um novo ‘franchise QB’ para elevar Indy a voos maiores.

Eis a grande questão: Indianapolis fez um bom negócio? Bem, tudo vai depender de como será o ‘renascimento’ de Carson Wentz agora vestido de azul e branco.

A chance do jogador voltar ao nível de outrora existe – especialmente por voltar a trabalhar com Frank Reich: técnico que soube aproveitar ao máximo os pontos fortes do camisa 11 quando era coordenador ofensivo dos Eagles.

Agora, vale lembrar que trata-se de um quarterback com histórico de lesões e que mostrou clara regressão nos números ano após ano – com problemas sérios de trabalho de pés e tomada de decisões.

Aparentemente, os Colts conseguiram uma ‘barganha’, mas tudo vai depender do que Wentz vai entregar. Caso aquela ‘versão 2020’ de Carson Wentz apareça em Indy na próxima temporada, a negociação será lembrada como uma grande bobagem. Somente o tempo irá dizer.

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Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL, Matheus Filippi é fundador e editor-chefe do Endzone Brasil

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