Free Agency 2021: Patriots tem início agressivo no mercado da NFL! O que esperar dos reforços?

Bill Belichick mostrou agressividade na abertura do mercado da NFL (Reprodução/Patriots)

Aparentemente, Bill Belichick não gostou nada de não ter ido aos playoffs na temporada passada. Depois de uma campanha de 7-9 (a pior desde o primeiro ano de Belichick em New England), a equipe entrou na offseason com o segundo maior espaço de teto salarial da NFL, com quase US$ 70 milhões. E eles não perderam tempo para gastar boa parte desse dinheiro.

Apenas na segunda-feira (15), primeiro dia em que ‘legalmente’ as equipes podiam começar a negociar com atletas livres, os Patriots acertaram com SETE novos reforços. Nos dias seguintes, outras chegadas levaram este total para DEZ contratações. E, embora alguns questionem o valor pago por certos jogadores, New England ainda tem algo próximo de US$ 25 milhões disponíveis para gastar (sem considerar a chegada via troca do OT Trent Brown).

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Chegadas ofensivas

Uma das áreas de maior necessidade do elenco dos Patriots sem dúvidas eram as posições de tight end e wide receiver. Problema que, aparentemente, não existirá em 2021.

Na posição de TE, os dois principais nomes do mercado chegaram: Jonnu Smith e Hunter Henry. Ambos oferecem enorme potencial, são jovens, atléticos e versáteis. Talvez buscando algo que já fez no passado, Bill Belichick e Josh McDaniels podem ter uma versão ‘2.0’ da dupla Gronk/Hernandez, que fez muito sucesso no começo da década passada e revolucionou a forma que as equipes utilizavam seus tight ends.

Veja Smith como Hernández, capaz de atuar por todo o campo, no slot, no backfield, aberto contra cornerbacks e Henry como Gronk, alinhado no centro do campo, próximo a OL e ocasionalmente, explorando desvantagens de cornerbacks mais fracos fisicamente. É uma dupla que tem tudo para dar certo nas mãos de McDaniels.

Já os wide receivers geraram reações mais baixas e algumas dúvidas, mas vamos ao lado positivo. Nelson Agholor oferece extrema velocidade e capacidade de ‘alongar’ o campo, algo que os Pats necessitavam MUITO. Ele somou mais de 500 jardas em rotas verticais/profundas, além de receber oito touchdowns, ficando atrás apenas de Tyreek Hill neste quesito. Casualmente, ele ainda sofre com seus problemas de drops, mas sua grande evolução nos Raiders e sua ameaça sempre iminente fazem sua contratação ”valer o risco”.

No caso de Kendrick Bourne, New England aposta em mais um bom alvo para a red zone e um receptor sólido no meio do campo. Ele não vai ‘chocar’ ninguém com sua velocidade e atleticismo, porém com certeza, ele oferecerá solidez como um alvo sempre capaz de realizar recepções contestado e em meio ao tráfego.

Chegadas defensivas

Sem dúvidas, o principal nome aqui é Matt Judon. Um pass-rusher perturbador e sólido por muitos anos pelos Ravens, definitivamente uma chegada que deve elevar o nível da defesa dos Pats. Além dele, Kyle Van Noy, um velho conhecido do torcedor patriota, volta após um ano nos Dolphins e deve reforçar o pass-rush do lado oposto de Judon. Um dos grandes problemas da defesa de 2020, resolvido.

Talvez pouco conhecido, Devon Godchaux reforça e MUITO a defesa contra o jogo terrestre, que foi um dos calcanhares de Aquiles de New England no ano passado. Henry Anderson é outro que deve preencher um importante espaço na linha defensiva e contenção terrestre. Ambos tiveram números avançados impressionantes em 2020 contra a corrida.

Por fim, o versátil defensive back Jalen Mills deve funcionar como um ‘canivete suíço’ nas mãos de Bill Belichick – sendo capaz de atuar em qualquer posição da secundária com eficácia. Ele será importantíssimo para cobrir o espaço deixado pela aposentadoria de Patrick Chung.

Só o tempo irá dizer…

Agora, só o tempo e o desempenho – tanto da equipe como um todo quanto dos indivíduos envolvidos – podem dizer exatamente quanto os movimentos dos Patriots em 2021 valerão a pena. Nunca se viu tanta agressividade de Bill Belichick em um período de free agency. O maior treinador de todos os tempos está determinado, de uma forma ou de outra, a levar sua equipe novamente ao topo.

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Ex-estudante de jornalismo, Matheus escreve sobre suas maiores paixões: os esportes americanos.

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